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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Impressões sobre o Aberto de Miami


Caros amigos,

Gostaria de colocar minhas opiniões sobre o Master 1000 de Miami desse ano. Infelizmente não estive por lá e também não consegui assistir a todas as partidas, ou uma boa parte delas, acredito que acabei ficando na média da grande maioria dos telespectadores, que consegue ver uma ou duas partidas por dia, quando muito, pois felizmente temos que trabalhar. Mesmo assim, vejo que esse torneio teve alguns fatos diferentes dos últimos eventos, e quero ressaltá-los.

Sobre o tênis feminino, infelizmente, não consegui ver quase nada, meus horários não bateram. Sobre a final, uma pancadaria digna de tênis masculino, porém, na minha opinião, um pouco cansativo. As meninas, em sua grande maioria, jogam absolutamente da mesma forma, como já disseram e as vezes, me faz lembrar uma pista de dança onde toca aquelas músicas “bate-estaca”. Com raríssimas exceções, vemos um slice, uma curta, uma bola angulada (o Berdych é um ótimo exemplo masculino). Sou um entusiasta do tênis feminino, temos no Play Tennis a maior equipe de tênis social feminino de São Paulo, as tenistas atuais são musas do esporte, se vestem bem, lançam moda, são lindas, isso ajuda muito o esporte, acreditem, mas vejo o jogo meio chato, será que mudará? Não sei...

Tommy Haas
O maior contra-ponto dessa forma de jogar, inclusive no masculino, durante o torneio, foi Tommy Haas. O alemão sempre foi um jogador completo tecnicamente, possuidor de um tênis clássico, com os golpes perfeitos, sempre encantou a todos. Haas foi número 2 do mundo, porem teve lesões que o atrapalharam e apesar de ter um excelente ranking, não conseguiu ganhar grandes torneios. Muitos brincavam que ele era a versão alemã do Tim Henman, chegava muito perto, mas não conseguia vencer. Durante os jogos, deu uma aula de tênis, realizando todos os tipos de jogada e todos os golpes - slices, drop shots, subidas á rede, lobs. Quebrou o Djokovic num dia que esse também não estava nos seus melhores momentos, enfim, lavou a alma dos tenistas completos mais antigos que vimos em ação, como por exemplo: Ivan Lendl, Boris Becker, Yannich Noah, etc... e, com uma esquerda de uma mão muito bonita também!

Um dos diferenciais desse torneio, foi a não presença do Federer, do Nadal e a eliminação precoce do Djokovic, Del Potro e Tsong. Dessa forma a chave ficou totalmente aberta para todos os jogadores. Imagino que para os fãs do mundo inteiro que viajam para assistir o torneio seja uma frustração enorme, mas para o tênis acredito que seja muito bom. Outros jogadores chegando nas rodadas finais com chance de vencer é sempre saudável, agora, é claro que o nível técnico das partidas ficam um pouco abaixo. Penso, que o fato desses jogadores a partir do 5° lugar do ranking, não estarem tão acostumados mental e fisicamente a ir tão longe num torneio tão importante, reflita no jogo. Ninguém tira da minha cabeça que o Ferrer  “torceu” para aquela bola do match point a favor sair, ele estava na bola, tanto que a partir dali, desmontou mentalmente, independente das câimbras que sentiu, dos 10 pontos seguintes, ganhou apenas 1!!

Finalistas - David Ferrer e Andy Murray
Sobre a final, torci muito pelo Ferrer, ele merece vencer um grande torneio em sua carreira. Impressionante como estava desgastado no final do jogo. O Murray também, apesar de ele ter sempre aquela cara de dor e de ‘oh céus..oh vida”. Inclusive, vejo no Murray uma dificuldade em ganhar com facilidade dos adversários mais fracos, ele não se impõe, diferente dos outros 3 maiores da atualidade. Quem torce por ele, sofre mais que corinthiano! Na verdade, hoje cabe aos palmeirenses esse exemplo, rs...

Finalizando, enfim o Bellucci venceu duas partidas, tomará consiga encaixar uma boa sequência de jogos. Tênis é muito confiança, a pior coisa para um tenista é ficar perdendo, tomara, tomara...

E que venha a temporada de saibro, como será o desempenho do Nadal? Será que o Djokovic consegue vencer Roland Garros pela primeira vez? Veremos.

Abraços a todos!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Gillette Federer Tour - by Glauco Pereira


Caros amigos,

Como todos sabem, na semana passada aconteceu no Ginásio do Ibirapuera o “Gillete Federer Tour”, classificado por muitos como o maior evento de tênis-exibição da história. Grandes campeões masculinos, femininos e duplistas. Antes do evento, a promessa de muitas emoções para quem curte ou é apaixonado pelo tênis (como é o meu caso!!)

Jogadores do Gillette Federer Tour
Inicialmente comprei ingressos para os dois primeiros dias, mas depois do que vi, não resisti e fui no 3° e 4° dia.

Antes do evento, muita discussão em relação aos valores dos ingressos. Quero deixar “minha opinião” a respeito dos valores praticados: cada um sabe aonde aperta o seu calo, suas possibilidades e valores. Eu não pago R$200 numa garrafa de vinho, não pago R$150 para cortar meus cabelos e muito menos R$700 num relógio (imagine um Rolex?!), mas para ver o maior tenista da história, paguei R$1.600, o vi jogar 3 vezes e, faria tudo novamente. Inclusive me arrependo de não ter comprado no anel inferior, para vê-lo jogar mais de perto. Sem contar que para vê-lo, teria que ir à um Grand Slam, o que também não é a garantia de assistí-lo. Conheço muitos amigos e alunos que viajaram e não tiveram a oportunidade de vê-lo jogar. Nesse ano, quantos compraram ingresso para o torneio de Miami a partir das 4as e ele perdeu para o Roddick nas oitavas? Então, a oportunidade de vê-lo no quintal de casa não poderia ser desperdiçada.

 Antes de falar sobre a principal estrela do evento, gostaria de deixar minhas impressões sobre os tenistas que estiveram presentes:

Irmãos Brian: depois do Federer, foram os que mais me impressionaram. Adoro jogar duplas e eles são geniais. Completos tecnicamente, perfeitos taticamente e uma agilidade impressionante. Não são jovens (para o tênis), têm 1.91m e 1.93m, mas se deslocam com uma rapidez e facilidade incríveis. São extremamente agressivos e muito simpáticos também.

• Marcelo Melo e Bruno Soares: grandes duplistas, Soares principalmente. Numa grande fase, trarão pontos preciosos na Davis e ainda ganharão torneios importantes!

Federer e Haas
• Jo-Wilfried Tsonga: um grande jogador com um saque assustador. Só de pensar em devolver aquele saque, meu cotovelo dói!!! Tem um carisma enorme, mesclou grande jogadas com brincadeiras e “mexeu” com o público o tempo todo, um craque!!

• Tommy Robredo e Tommy Haas: dois grandes jogadores que infelizmente estão com uma idade mais avançada, mas ainda jogam um tênis de grande qualidade, principalmente o Haas. 

• Thomaz Bellucci: os altos e baixos de sempre. Impressionante a potência dos seus golpes, que inclusive incomodaram o Federer (não podemos esquecer que nesse ano   ele quase o suíço por 2 vezes). Porém, a falta de habilidade para os toques é surpreendente.

Mal acompanhado!
Caroline Wozniacki: extremamente simpática. Joga muito, porém das quatro meninas, para mim é a mais fraca, a que tem menos bola. Pelo que vi, acho difícil ganhar um Grand Slam. Chegou a número 1 pela regularidade.

• Maria Sharapova: já tinha visto jogar, é muito focada, muito agressiva e consistente, uma grande campeã, além de muito bonita e carismática.

• Victoria Azarenka: joga muito também e tem bola. É bem magrinha, foge um pouco do tipo pernas fortes que toda tenista tem. Muito simpática, acredito que terá grandes resultados na carreira.

• Serena Williams: para mim, a grande decepção. Entre todos os tenistas, a única que veio para “não jogar”. Andou em quadra e quando fez 5x4 e saque no 2° set, percebendo que jogaria mais um set, entregou sem a menor cerimônia, frustrante! Agora, dançar hip-hop com o bonequinho dos Correios, o fez com maestria!

Sobre o Federer, é difícil falar, mas em 33 anos de tênis jamais imaginei que alguém pudesse jogar tênis com tanta facilidade, com tanto talento e leveza. Somos privilegiados por viver em sua era. Será que haverá outro tenista com o mesmo talento? Além disso, sua simpatia, carisma, a forma como se comportou, se divertindo e interagindo com o público, foram sensacionais.

Um amigo que vive o Circuito profissional, confidenciou que ele é extremamente reservado, inclusive nas apresentações, mas que nunca o viu tão a vontade, brincando tanto como dessa vez. Claro que aí tem o componente “público brasileiro”, mas sua exibição contra o Tsonga deixou todos encantados.

O voo do mestre!
Ressalto também a humildade dos jogadores que o enfrentaram. Todos entenderam que ele era a razão para 10.000 pessoas estarem presentes no Ginásio. Criaram situações para que ele aflorasse todo seu talento. Um jogo-exibição lembra muito as partidas entre professores e alunos, só que nesse caso, o professor muitas vezes era o adversário e o aluno foi um “mestre”!!

Para não dizer que tudo foi perfeito, o Ginásio do Ibirapuera não atende um evento como esse. Precisamos urgente de modernas arenas multi-uso que trarão mais conforto e “menos calor” ao público pagante.

Finalizando, parabéns aos organizadores e patrocinadores pelo evento, tênis brasileiro agradece. Que venham outros e que o Brasil Open (em fevereiro próximo) consiga trazer grandes jogadores também.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Impressões Brasil Open 2012

Semana passada eu talvez tenha vivido a melhor semana, tenisticamente falando, de toda minha vida. Nunca tive a oportunidade de viajar para grandes torneios e o Brasil Open 2012 foi até o momento, meu Grand Slam.

O Brasil Open que por 11 anos foi disputado na Costa do Sauípe, finalmente veio para a capital do tênis no país. O ginásio do Ibirapuera em São Paulo recebeu um enorme público para prestigiar os grandes nomes do tênis mundial que estiveram presentes na competição.

Para tentar não alongar muito esse post, serei breve nas minhas impressões sobre o evento em si.

CONFIRA AS FOTOS DO TORNEIO - PARTE 1 | PARTE 2

A Kock Tavares está de parabéns! Demorou, mas a decisão de trazer o evento para São Paulo se mostrou mais do que acertada. O Brasil Open entrou numa nova era. As arquibancadas as moscas do Sauípe deram lugar a assentos cheios no Ibirapuera que chegaram a quase 10mil pessoas nas semis e final. Mesmo na segunda-feira, a sessão noturna já tinha um número considerável de espectadores para um 1o dia. Sexta-feira à noite, sábado e domingo foram espetaculares. A energia do público e sua torcida por Bellucci foi algo emocionante.

Os esforços da Kock em trazer nomes importantes foi bem sucedida. Nalbandian, Gonzalez, Ferrero, Simon, Verdasco e Bellucci engrandeceram o torneio e fez muita gente comparecer para assisti-los.

A cobertura televisiva dessa edição também foi diferenciada. Foram quatro emissoras transmitindo os jogos, sendo um canal aberto. Ainda assim, com tantas possibilidades de assistir pela TV, o Brasil Open esse ano levou um público recorde de 45mil pessoas durante os 7 dias de evento.

Apesar do evento brilhante e de seu sucesso, há sempre coisas que precisam ser melhoradas. As críticas abaixo são opiniões pessoais e espero que sejam vistas como críticas construtivas, até porque quero ver esse torneio melhorar e crescer a cada edição.

O ginásio do Ibirapuera melhorou com a reforma? Sim, mas continua sendo muito pobre para uma cidade como São Paulo. Qualquer universidade americana meia boca tem um ginásio melhor do que o nosso (sei que isso não tem a ver com a Kock Tavares, mas sim com a prefeitura). O calor lá dentro foi intenso, faltam telões para assistir os replays e para que brincadeiras sejam feitas com público que sempre adora aparecer no telão. Enfim, há muito o que melhorar no ginásio e no complexo em si.

Uma única lanchonete para atender todo o público foi um erro. O posto de gasolina em frente ao ginásio, e o McDonald's a um quarteirão viviam lotados, já que a fila na lanchonete do ginásio era enorme, especialmente nos intervalos dos jogos. Não só é desagradável deixar o complexo para poder comer, mas como o torneio deixou de faturar. Para quem passa o dia inteiro lá como eu fiz, pagar R$5,00 num salgadinho ou num crepe de massa com massa é pesado.

Brasileiro tradicionalmente não é muito bom de entretenimento em eventos esportivos. Colocar músicas nos intervalos dos jogos e fazer uma ou outra brincadeira não é suficiente. Algumas vezes chegávamos a esperar mais de uma hora entre um jogo e outro, é preciso fazer mais, dentro e principalmente fora do ginásio.

A "vila" com os stands podem e devem auxiliar nesse entretenimento durante o torneio e não apenas ficarem lá para os patrocinadores mostrarem seus produtos. Ativações que envolvam o público poderiam ter sido feitas com mais afinco. Um telão fora do ginásio com uma pequena praça de alimentação pode ajudar a criar um clima legal também fora da quadra, bem como ajudar o público a consumir mais.

O caminho para o ginásio Mauro Ribeiro foi um dos pontos negativos do torneio. Cheio de lama, caminho esburacado, entulho dos lados, carros parados no meio do caminho, enfim, deixou uma impressão ruim. O ginásio em si é bem antigo e as grades de proteção não proporcionaram a melhor das visões, mas atendeu seu objetivo.

Não quero que esse post pareça só de críticas, até porque eu amei o torneio. Dos três dias que eu havia planejado de assistir aos jogos, acabei indo seis, não comparecendo apenas no domingo da final. Inúmeras vezes escrevi no twitter que quem não estava lá, estava perdendo um senhor torneio, e de fato perdeu. Foi uma semana muito especial e inesquecível. Foi uma tremenda oportunidade de assistir excelentes jogadores de perto, tirar fotos com eles (essa facilidade de acesso aos jogadores foi um dos pontos fortes do torneio) e até mesmo bater papo com alguns.

Para encerrar, gostaria de parabenizar Lui Carvalho, gerente geral do torneio e toda a equipe da Kock Tavares por terem trazido o torneio a São Paulo e terem feito um belíssimo trabalho na organização do evento. Foi realmente um marco que faz todos sonharem com um torneio ainda maior em 2013!

E parabenizar o público que acreditou, apostou na idéia e compareceu em peso fazendo uma bela festa mesmo no meio do carnaval! Vamos lotar o ginásio ainda mais ano que vem!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Obrigado!

Domingo fomos presenteados com 5h 53m de um espetáculo de outro mundo. Dois gladiadores modernos que ao invés de espadas usam raquetes e ao invés de sangue, derramam suor.

O mundo do esporte assistiu não apenas uma aula de tênis, mas uma aula de raça, vontade, determinação, perseverança, preparo físico e mental, fair play, entre outras coisas que servem de exemplo não apenas para tenistas, ou esportistas em geral, mas para qualquer um que tenha sensibilidade para perceber a grandeza do feito ali realizado.

Novak Djokovic e Rafael Nadal mostraram o porque são os dois melhores tenistas da atualidade. No decorrer da final mais longa da história um Grand Slam vimos o que é ser um atleta de elite nos dias atuais. Não são todos os que estão dispostos a pagar tal preço para se tornarem os maiores da história.

Jogar dia sim, dia não, por duas semanas e ainda conseguir jogar no nível de intensidade e concentração que os dois jogaram durante todos os 369 pontos, 55 games e 5 sets da partida da final de um Grand Slam (e tudo que isso significa), não é para qualquer um.

Não sei se agora momento para falar de técnica e tática, até porque chega um momento da partida que isso tudo vai para o espaço e o que sobra é o coração e a vontade de vencer. Mas gostaria deixar algumas impressões.

Descrever o Djokovic é até difícil. Ele tem bola, sabe usá-las, sabe atacar e defender, seu arsenal é vasto. Está mentalmente fortíssimo, conseguindo jogar os pontos mais importantes com confiança, coragem e precisão. Seu físico também é fora do sério (apesar dele adorar se fingir de morto, fazer cara de dodói, chamar médico ou ir ao banheiro quando a coisa complica). Mas enfim, o cara é espetacular e merece estar onde está.

Já Nadal parece ter um coração em cada parte do corpo. Sua perseverança é algo incrível. Não há um ponto que ele não jogue como se fosse o último de sua vida. Mas algo parece acontecer quando seu adversário é Novak Djokovic. Nadal teve suas chances, muito mais que em todos os seis confrontos de 2010, mas não conseguiu capitalizar.

A impressão que tive ao longo do jogo é que o grande problema de Rafa está em seu saque e as estatísticas do jogo mostram um pouco isso. Djoko montava nos 2o saques de Nadal, o que o pressionava tremendamente. Muitas vezes o espanhol escolhia apenas por colocar o 1o saque em jogo com receio de ter que usar o 2o. Contra um adversário como o sérvio, a média do 2o saque não pode ser 136km/h como foi o caso. (Só para efeito de comparação, a média do 2o saque de Djokovic foi de 150km/h). Acho que é um ponto que Nadal já evoluiu bastante, mas precisa melhorar ainda mais, uma vez que faz falta em jogos como esse.

Mas isso tudo é o de menos numa partida como essas. O mais importante é a celebração do esporte e do espetáculo que é o tênis. De fato, como muito foi comentado, é um pena não podermos dividir o título entre esses dois grandes campeões.

A história do tênis é escrita todos os dias, a cada jogo disputado em qualquer torneio realizado nos quatro cantos do mundo. A maioria dessas histórias será contada apenas pelos participantes desse ou daquele jogo, mas alguns capítulos são especiais e serão lembrados, contados e debatidos para sempre. Essa final com certeza será uma delas e me sinto feliz e privilegiado de poder te-la assistido. Parabéns aos dois monstros e obrigado!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Brasil Open 2012

A temporada do tênis profissional começou e já está fervendo do outro lado do mundo, enquanto isso os brasileiros vão se agitando para o Brasil Open 2012.

Depois de 10 anos sendo disputado na Costa do Sauípe, o maior torneio profissional do Brasil se mudou para a maior e mais importante cidade do país. São Paulo recebe a competição pela primeira vez e terá seus jogos disputados no Ginásio do Ibirapuera a partir do dia 11 de fevereiro com os jogos do qualifying.

A chave principal do torneio será disputada entre os dias 13 e 19 e contará com grandes nomes do tênis mundial. Abaixo estão alguns dos destaques do torneio com seus respectivos rankings e melhores posições já alcançadas:

- Gilles Simon, francês (atual 14o | melhor 6o);
- Fernando Verdasco, espanhol (atual 24o | melhor 7o);
- Juan Ignacio Chela, argentino (atual 29o | melhor 15o);
- Thomaz Bellucci, brasileiro (atual 37o | melhor 21o);
- Juan Carlos Ferrero, espanhol (atual 48o | melhor 1o);
- Tommy Robredo, espanhol (atual 51o | melhor 5o);
- David Nalbandian, argentino (atual 87o | melhor 3o).

O torneio continuará sendo disputado no saibro, mas dessa vez será indoor, algo bom considerando a quantidade de chuva que tem caído em São Paulo.

O campeão do torneio receberá 250 pontos no ranking da ATP, além de levar uma premiação de US$85.800.

De 2a a 6a feira, as partidas terão início a partir das 12h. No sábado a partir das 15h e no domingo às 13h. Esses horários estão sujeitos a alterações.

Os ingressos já estão sendo vendidos e as cadeiras inferiores para as semifinais e final já estão esgotados. Portadores dos cartões American Express e afiliados a Confederação Brasileira e a Federação Paulista de Tênis possuem descontos especiais na compra de ingressos. Mais informações podem ser encontradas no site do Brasil Open www.brasilopen.com.br.

Depois de muitos anos esperando, o torneio finalmente veio para a cidade onde ele merecia estar. Vamos torcer por um grande evento e que o público compareça em peso, faça uma bela festa e prove que é aqui que o Brasil Open pertence.

Não percam essa oportunidade de assistir grandes nomes do tênis duelando nas quadras brasileiras.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Rei dos Palpites

Acompanhar os torneios da série Masters 1000 esse ano teve um sabor especial. Isso se deve ao ATP World Tour Draw Challenge Circuit. Um longo nome, mas que no fim nada mais é do que o Bolão da ATP.

Os participantes só precisam se cadastrar no site da ATP, e dois dias antes de cada Masters 1000 começar, quando as chaves são liberadas, dar seus palpites da primeira rodada até a final. Os pontos vão sendo somados a cada torneio, e ao final do ano temos o campeão do circuito que ganha nada menos que uma passagem com acompanhante para assistir ao ATP Finals em Londres. Nada mal, hein?!

Nesse primeiro ano conseguimos formar um grupo do Play Tennis com 28 pessoas. Nem todos participaram de todos os torneios, afinal o tempo para enviar os palpites é curto. Mas certamente, todos que participaram se divertiram e acompanharam os torneios com muito mais entusiasmo.

O campeão do grupo do Play foi o CrisPlayTennis, mais conhecido como Cristian. Aluno na unidade do Brooklin, Cris terminou o bolão em 647o dentre os quase 30mil participantes. Excelente posição. Seguem abaixo os dez primeiros lugares do grupo e suas respectivas colocações no ranking geral.

1. CrisPlayTennis (Cristian) - 897 pontos - 647a posição geral
2. tipestana (eu) - 858 pontos - 1338a posição geral
3. rafa_alcantara (Rafael Alcantara) - 843 pontos - 1666a posição geral
4. Felipeta (Felipe Alcantara) - 803 pontos - 2640a posição geral
5. ThiagoBraga (Thiago) - 800 pontos - 2726a posição geral
6. osnijr (Osni Jr.) - 776 pontos - 3310a posição geral
7. mamastripping (Alexandre Martins) - 612 pontos - 7526a posição geral
8. ivanbrito (Ivan) - 567 pontos - 8692a posição geral
9. Niltinho (Nilton) - 541 pontos - 9335a posição geral
10. Grisi (Guilherme) - 533 pontos - 9553a posição geral

Caso alguém esteja se perguntando, o campeão geral do Bolão fez 1048 pontos. Estamos um bocado longe. Acho que o jeito é arrumar um daqueles Almanaques iguais o do Biff no filme "De Volta Para o Futuro".

Parabéns ao Cris pelo excelente resultado e a todos que participaram. Foi muito legal acompanhar esses torneios jogo a jogo com vocês. Ano que vem vamos colocar no mínino 50 pessoas nesse bolão para deixar ainda mais emocionante.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Chance Perdida

Ao longo da semana criei grande expectativa quanto à campanha de Thomaz Bellucci no ATP 500 de Hamburgo. O brasileiro, atual 22o do ranking saiu de "bye" por ser o cabeça de chave #7. Na segunda rodada enfrentou o italiano Simone Bolelli, #111 e que veio do qualy. Jogo mais complicado do que deveria, mas Bellucci conseguiu vencer no 3o set. Na terceira rodada pegou outro cabeça de chave, o carne de pescoço, Philipp Kohlschreiber. Com uma atuação excelente, Bellucci derrotou o alemão pela primeira vez após ter sofrido duas derrotas nos confrontos anteriores.

Vendo que a chave se abria, a esperança de uma grande campanha cresceu. O confronto desta sexta-feira foi contra outro italiano, Andreas Seppi, 70o do ranking. Após um começo muito bom e conseguindo boa vantagem no 1o set, Bellucci vacilou, permitiu o empate e acabou perdendo o set em um tie-break muito mal jogado. O 2o set seguiu empatado. Quando Bellucci sacava em 4/5, Seppi conseguiu um break point, ou seja, um match point que foi muito bem salvo pelo brasileiro. Bellucci nessa altura da partida está um tanto quanto desanimado com seu jogo, mas salvar esse match point lhe deu outro ânimo. Ele voltou no jogo, conseguiu logo em seguida quebrar Seppi e fechar com seu saque o segundo set.

O terceiro set seguiu equilibrado até o 5/6 quando Bellucci sacou para empatar o jogo e levar a decisão para o tie-braek. Mas ai um game não muito bem jogado levou-o a perder o saque e consequentemente o jogo.

Eu escrevi no Twitter (@playtennissp) hoje que gosto muito da agressividade e coragem de Bellucci, acho que todos os grandes jogadores são agressivos, mas é preciso saber o momento correto de usar essa agressividade. Acredito que em alguns momentos chaves da partida Bellucci foi precipitado, foi para bolas vencedoras quando estava mal equilibrado, longe da linha de base e não necessariamente com Seppi em posição de ataque. Por muitas vezes Seppi sacaria pressionado e Bellucci rapidamente errou trocas tranquilas aliviando a pressão do italiano que não precisou jogar.

Mas vale ressaltar a incrível evolução de Thomaz nos últimos 12 meses. Exatamente um ano atrás Bellucci ocupava a 117o no ranking. Nessa etapa da temporada ele estava jogando basicamente torneios da série Challengers e perdendo vários deles na primeira rodada. Até agora em 2010, Bellucci disputou 16 torneios, sendo que em apenas dois ele foi derrotado na partida de estréia. Seu retrospecto esse ano é de 29 vitórias e 15 derrotas, já com um título. E mesmo com a derrota de hoje, Bellucci subirá à 21a colocação no ranking a partir de segunda-feira.

Na semana que vem Bellucci enfrentará um novo desafio em sua carreira, defenderá pela primeira vez um título de nível ATP que veio ano passado no torneio de Gstaad, na Suíça. Ele sairá de cabeça de chave #3 e tem chances reais de conquistar o bi-campeonato. Os dois jogadores mais bem ranqueados no torneio são Mikhail Youzhny e Nicolas Almagro.

Boa sorte em Gstaad! Mostra para os suíços que quem manda lá não é o Federer e sim você!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Como Estamos no Bolão da ATP?

Depois de cinco torneios, o Bolão Oficial de ATP (Draw Challenge Circuit) está dando uma pausa relativamente longa até o próximo desafio.

Até agora já estiveram em jogo os Masters 1000 de Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Roma e Madri. E ainda temos quatro por vir, Toronto e Cincinnati em agosto, Xangai em outubro e Paris em novembro.

Mais de 25 mil pessoas se inscreveram, mas muitas delas ficaram de fora de um torneio ou outro. A média de participantes tem sido de 15 mil por torneio.

O grupo do Play Tennis conta com 26 participantes. O grande destaque até o momento é o CrisPlayTennis, mais conhecido como Cristian. Ele é aluno do Osni, no Play Tennis de Moema. Ele vem conseguido resultados consistentes que o levou a ocupar a 415a colocação entre os 25 mil participantes. Ele soma 588 pontos.

Eu estou em segundo do grupo, mas bem atrás na classificação apenas na 3357a posição e 531 pontos. Com três boas atuações e duas pífias. O terceiro é leofreitas (507 pontos), empatado com rafa_alcantara; em seguida vem meu pai, cpestana (506 pontos); osnijr (500 pontos); guifreitas (433 pontos); Felipeta (422 pontos); mamastripping (419 pontos) e Grisi (416 pontos). Esses são os dez primeiros. Muitos perderam o prazo de fazer os palpites em um e até dois torneios.

O objetivo agora é alcançar o líder do bolão, "ntzovolos" que está com 665 pontos. Para isso teremos que aguardar até agosto e até lá assistir muito tênis. Enquanto isso vamos participando dos bolões da Copa!

Valeu pela participação de todos. Espero conseguirmos mais participantes para a segunda metade do bolão!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Exterminador Nórdico

Roland Garros deve ter contratado Robin Soderling para proporcionar surpresas chocantes a cada ano no Grand Slam francês. Ano passado, ele paralisou o mundo do tênis ao derrotar o quatro vezes campeão e até então invicto em RG, Rafael Nadal. Esse ano, na parte de cima da chave, ele resolveu eliminar outro defensor do título. Pois é, acabou com a alegria de ninguém menos que Roger Federer.

Reeditando a final do ano passado, poucos poderiam imaginar que depois de 12 derrotas para o suíço, Soderling poderia derrotá-lo justamente quando Federer lutava para defender seu posto de número 1 do mundo e quebrar o recorde de Pete Sampras como o jogador que mais tempo permaneceu na liderança do ranking, 286 semanas. Federer ainda pode conseguir tal feito na próxima semana, mas para isso, terá de torcer para Rafael Nadal não ser campeão, caso contrário, o espanhol reassume a posição de número 1 e o recorde de Federer terá de ser adiado.

Com essa vitória, Soderling também quebrou uma sequência impressionante de 23 semifinais seguidas alcançadas por Federer em torneios de Grand Slam. A última vez que ele havia ficado de fora de uma semifinal foi em 2004, lá mesmo em Rolando Garros, quando perdeu para Gustavo Kuerten na 3a rodada. Soderling também impediu a 200a vitória de Federer em torneios de Grand Slam. O suíço tem uma marca de 199 vitórias e 28 derrotas. Federer que nesse torneio ultrapassou a barreira das 700 vitórias na carreira. Federer encerra assim uma fraca temporada no saibro. Foram 14 jogos, 10 vitórias e como melhor resultado, a final do Masters 1000 de Madri.

Créditos sejam dados ao sueco. Soderling esteve brilhante na partida. Com uma agressividade impressionante, ele buscou o controle dos pontos acelerando sua pesadíssima bola e deixando Federer na defensiva. Foi curioso ver Federer perdendo a confiança à medida que o jogo avançava. Dava a impressão que Federer sabia que era necessário controlar o ponto, mas todas as vezes que a oportunidade aparecia, ele se afobava e errava, ou simplesmente não atacava o suficiente dando a chance de Soderling partir para o ataque mais uma vez. Sordeling estava extremamente confiante e soube usar muito bem dessa confiança. Federer estava sentindo tanto a pressão que em alguns momentos soltava gritos de "come on", lembrando o australiano Lleiton Hewitt.

Soderling chegou entre os 100 primeiros do mundo pela 1a vez em agosto de 2003 e desde que entrou pela 1a vez entre os 50 melhores do ranking em março de 2004, quase nunca mais saiu. No entanto, só quebrou a barreira dos top 20 em outubro de 2008. Mas foi em 2009 que sua grande fase começou. Seu grande momento talvez tenha sido no próprio saibro francês quando eliminou Nadal e chegou à final contra Federer. Ainda alcançou as quartas de final no US Open, chegou à quatro semifinais, além de vencer o torneio de Bástad.

Em 2010, Soderling segue em boa fase. Já conquistou um título, no torneio de Rotterdam, chegou à final em Barcelona e esteve nas semifinais dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami. Apesar dos bons resultados, sofreu algumas derrotas bizarras como na 1a rodada do Australian Open para Marcel Granollers.
Mas de fato o sueco está virando especialista em eliminar favoritos em Roland Garros. Qual será a próxima que ele irá aprontar?

domingo, 2 de maio de 2010

País do Saibro

Quem vê os espanhóis jogando no saibro imagina que na Espanha não existe nenhuma outra superfície a não ser saibro. As ruas são de saibro, não existe asfalto. Nos parque, não há grama, apenas saibro. O piso das casas e escritórios são todos feitos de saibro. Lá as pessoas não andam e param normalmente como em outros lugares do mundo, elas correm e param escorregando.

Até o momento foram disputados nove torneios no saibro, seis deles foram vencidos por espanhóis, sendo que quatro com final entre dois espanhóis.

Juan Carlos Ferrero foi campeão do ATP 250 da Costa do Sauípe, campeão do ATP 250 de Buenos Aires e vice campeão ATP 500 Acapulco. David Ferrer perdeu na final para Ferrero em Buenos Aires, mas deu o troco no ATP 500 de Acapulco. Essa semana ele chegou a sua primeira final de Masters 1000 em Roma, mas perdeu para o Rei do Saibro.

Rafael Nadal também conquistou o Masters 1000 de Monte Carlo com uma atuação impecável, foi campeão sem perder um set sequer. Ele massacrou na final seu compatriota Fernando Verdasco. Verdasco por sua vez se redimiu, aproveitou a ausência de Nadal e conquistou o ATP 500 de Barcelona na semana seguinte.

Com o título em Roma, Nadal iguala a marca de Andre Agassi com 17 triunfos em Masters 1000, deixando para traz Roger Federer com 16.

Tirando Nadal que até o momento no ano está com 10 vitórias e nenhuma derrota no saibro, outro grande destaque que vem chamando a atenção é Fernando Verdasco. Foram 15 vitórias e apenas três derrotas. Um título, uma final, uma semifinal e uma quartas de final. Isso sem contar o desempenho nas quadras rápidas.

Seria injusto não falar da campanha de David Ferrer no saibro. Com 23 vitórias no saibro (incluindo 2 jogos na Davis) e apenas 4 derrotas. Isso representa um título, dois vices e duas semifinais.

Ainda teremos 13 torneios na terra batida até o final da temporada, incluindo um Masters 1000 (Madrid) e Roland Garros. Será que Rafa irá conquistar todos que disputar? Quantos mais ficarão nas mãos dos espanhóis?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Como Funciona o "Hawk Eye"?!

O tênis é um esporte muito tradicional e dificilmente suas regras são alteradas. Quando há a menção de mudar alguma coisa, é comum que isso passe por bastante debate e as opiniões com certeza serão das mais diversas.

Uma das mudanças recentes foi a introdução do "desafio" através uso do "Hawk Eye" ou "Olhos de Falcão". A regra é simples. Cada jogador tem direito a desafiar a marcação dos juízes três vezes por set. Se o jogador estiver correto, ele mantém o número de desafios que possuí. Se o jogador estiver errado, ele perde aquele desafio. Em caso de tie-break, o jogador ganha um desafio extra.

O vídeo abaixo mostra um pouco como o Hawk Eye funciona.



No momento essa é uma tecnologia cara, não permitindo que torneios pequenos possam fazer uso e nem que seja colocado em todas as quadras de um torneio grande. Logo, apenas as quadras principais, ou apenas a central dependendo do torneio, faz uso desse recurso. Jogadores top como Federer e Nadal que só jogam em quadras importantes, provavelmente jamais jogarão sem o desafio. Já os outros continuam tendo que confiar nos juízes de linha. O vídeo abaixo mostra o que os juízes de linha acharam dessa nova tecnologia.



Agora com a chegada da temporada de saibro, o Hawk Eye ficará um pouco esquecido, uma vez que em jogos no saibro não há desafios, já que a marca da bola fica estampada na quadra.

O Hawk Eye é sem dúvida uma ferramenta muito útil e interessante, pode ajudar a corrigir marcações duvidosas em momentos cruciais de uma partida e transformar todo o andamento de um jogo. Pergunto-me se um dia essa tecnologia ficará tão avançada a ponto de não ser mais necessário a participação dos juízes de linha?

domingo, 11 de abril de 2010

Lutar ou abandonar?

Nessa semana um fato bizarro aconteceu no ATP 250 de Houston. O argentino Eduardo Schwank foi multado em US$1 mil por não se esforçar na partida diante seu compatriota Juan Ignacio Chela.

Schwank abusou das deixadinhas e lobs evitando as trocas de bola de fundo de quadra. Após a partida o argentino alegou que estava com dores nas costas e não conseguia bater de fundo, por isso optou por encurtar os pontos com golpes que não o incomodariam tanto.

O livro de regras da ATP permite que a entidade multe jogadores que não se esforçarem em quadra.

Considerando que realmente Schwank estava machucado, o que é melhor, o jogador simplesmente abandonar a partida ou lutar pela vitória com as armas que tem? Há muitos casos de jogadores machucados que vão até o fim buscando aquela vitória heróica que entrará para a história. Alguns deles até alegam que não gostam de abandonar a partida, pois consideram falta de respeito com o público. Outros dizem que é melhor abandonar para não agravar a contusão, o que faz todo o sentido.

Enfim, o que vocês acham mais correto? É possível a ATP fazer esse julgamento? Abandonar ou lutar até o fim?