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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

1o Título Profissional!

Levantar o caneco é sempre um momento especial na vida de qualquer atleta. É a consumação de um trabalho árduo, independente do nível ou esporte. A medida que o nível vai aumentando, a conquista de títulos se torna mais díficil, mas o gostinho de ganhá-los vai ficando ainda melhor.

No último final de semana, a tenista Laura Pigossi sentiu esse sabor especial de quebrar mais uma barreira em seu processo de evolução. Laura foi até São José dos Campos para vencer seu primeiro título profissional de simples. Com uma campanha irretocavel, ela derrotou na final a cabeça de chave #1, Maria Fernanda Alves, numa partida equilibrada com parciais de 6/2 0/6 7/5.

Com o título, Laura chegou aos 22 pontos no ranking e ocupava a 782a posição.
Laura que acabou de completar 18 anos, não se contentou com o título de simples, e em parceria com a própria Nanda, levantou também o troféu de duplas, seu terceiro na carreira. No ranking de duplas, Laura vai ainda melhor. Possui 107 pontos e ocupa a 443a posição

O trabalho continua e ainda restam alguns meses na temporada. Laura já está em Bogotá onde disputa mais um torneio Future.

Parabéns à Laurinha pela incrível evolução, parabéns à família que está sempre apoiando e à equipe de treinadores do Play Tennis que tem feito um excelente trabalho.

Para quem quiser acompanhar o dia a dia da Laura, pode acompanhar seu blog, Tenista Laura Pigossi.

Estamos na torcida. Pra cima delas!

sábado, 5 de junho de 2010

Festa Italiana em Paris!

Quem esperava ver uma final entre as irmãs Williams, Caroline Wozniacki, Jelena Jankovic ou Justine Henin, foi fortemente surpreendido esse ano em Roland Garros. Ao invés, vimos duas estreantes em finais de Grand Slam, a australiana Samantha Stosur e a italiana Francesca Schiavone.

Samantha Stosur, de 26 anos é ex-número 1 do mundo no ranking de duplas, com 22 títulos na modalidade, sendo dois de Grand Slam (Roland Garros e US Open). Após um ano afastada das quadras, entre 2007 e 2008 devido a grave doença de Lyme, Sam voltou com maior foco nos torneios de simples e vem em franca ascensão desde então. Em maio desse ano atingiu seu melhor ranking de simples, 7a posição. Sam foi campeã do tradicional torneio de Charleston, na Carolina do Sul, foi finalista em Stuttgart, chegou à semifinal em Indian Wells e as quartas em Miami e Madri. Com o melhor retrospecto em partidas no saibro esse ano, 20-2, não poderíamos considerar a australiana como uma zebra tão grande assim. Em duas semanas brilhantes em Paris, ela eliminou Justine Henin na 4a rodada, Serena Williams nas quartas de final com 8/6 no 3o set e Jelena Jankovic na semifinal com rápidos 6/1 6/2. Dona de um físico perfeito, de um forehand e um saque poderoso, Sam chegou como favorita à final, mas...

... Do outro lado havia a grande surpresa. Francesca Schiavone, 29 anos, estava pronta e motivada a entrar para a história do tênis e mais importante, para a história da Itália. O objetivo dela era se tornar a primeira italiana a conquistar um título de Grand Slam. Sem grandes conquistas na carreira, a atual número 17 do ranking, tem um desempenho regular no circuito, e vem se mantendo entre as top 30 do mundo desde 2003.

Para chegar à final, Schiavone teve de passar por Caroline Wozniacki nas quartas de final e Elena Dementieva na semi. Assim como nos dois jogos anteriores, a italiana não era a favorita, mas jogou como tal. Impondo seu jogo, sem medo, com atitude de campeã. Durante a final, esteve sempre ligada no jogo, atenta a cada ponto, subindo a rede nos momentos certos e com precisão. No tie-break do 2o set era claro a empolgação e confiança da italiana. Ela sentia que a vitória era dela e com uma vibração bem italiana, murchou Sam, que simplesmente cumpriu tabela no tie-break. Final da partida, 6/4 7/6 e festa italiana em Roland Garros.

Após 39 Grand Slams seguidos disputados, Francesca Schiavone que jamais havia passado das quartas de final, consegue o maior feito de sua carreira e se torna a 2a jogadora mais velha a conquistar um Grand Slam, atrás apenas de Ann Jones que aos 30 anos venceu Wimbledon em 1969. Com esse título, Francesca estará pela 1a vez entre as dez melhores colocadas do ranking, ocupando a 6a colocação na próxima semana. Com isso a Itália contará pela primeira vez na história com duas jogadoras entre as top 10, já que Flávia Pennetta também voltará a figurar entre as 10 melhores.

A festa essa noite em Paris será vermelha, verde e branca, com muita pizza, massa e vinho! Mas espero que a alegria italiana fique por Paris e não viaje até a África do Sul no início do mês que vem!

Parabéns a Francesca Schiavone pelo surpreendente, mas merecido título. Parabéns também para Samantha Stosur pela superação e brilhante campanha. Espero vê-la conquistar um título de Grand Slam também. Quem sabe em Wimbledon daqui a duas semanas?!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Como Funciona o "Hawk Eye"?!

O tênis é um esporte muito tradicional e dificilmente suas regras são alteradas. Quando há a menção de mudar alguma coisa, é comum que isso passe por bastante debate e as opiniões com certeza serão das mais diversas.

Uma das mudanças recentes foi a introdução do "desafio" através uso do "Hawk Eye" ou "Olhos de Falcão". A regra é simples. Cada jogador tem direito a desafiar a marcação dos juízes três vezes por set. Se o jogador estiver correto, ele mantém o número de desafios que possuí. Se o jogador estiver errado, ele perde aquele desafio. Em caso de tie-break, o jogador ganha um desafio extra.

O vídeo abaixo mostra um pouco como o Hawk Eye funciona.



No momento essa é uma tecnologia cara, não permitindo que torneios pequenos possam fazer uso e nem que seja colocado em todas as quadras de um torneio grande. Logo, apenas as quadras principais, ou apenas a central dependendo do torneio, faz uso desse recurso. Jogadores top como Federer e Nadal que só jogam em quadras importantes, provavelmente jamais jogarão sem o desafio. Já os outros continuam tendo que confiar nos juízes de linha. O vídeo abaixo mostra o que os juízes de linha acharam dessa nova tecnologia.



Agora com a chegada da temporada de saibro, o Hawk Eye ficará um pouco esquecido, uma vez que em jogos no saibro não há desafios, já que a marca da bola fica estampada na quadra.

O Hawk Eye é sem dúvida uma ferramenta muito útil e interessante, pode ajudar a corrigir marcações duvidosas em momentos cruciais de uma partida e transformar todo o andamento de um jogo. Pergunto-me se um dia essa tecnologia ficará tão avançada a ponto de não ser mais necessário a participação dos juízes de linha?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Zebras e Bruxas

As bruxas visitaram Indian Wells essa semana e elas chegaram montadas em zebras! O primeiro Masters 1000 do ano, realizado na Califórnia, foi marcado por resultados pouco prováveis.

Antes do torneio iniciar, era difícil saber quais as reais condições dos sempre favoritos Federer e Nadal. Federer que não jogava desde o Australian Open e vinha de uma infecção pulmonar. Nadal também era uma incógnita, já que se recuperava de uma lesão no joelho e também não jogava desde o primeiro Grand Slam do ano. Mas mesmo sem saber, apostar contra os dois é sempre muito difícil.

Federer não foi longe e caiu logo na 3a rodada. Ver o suíço perder é sempre surpreendente, mas seu adversário não pode ser considerado uma surpresa. O cipriota Marcos Baghdatis é um grande jogador, de muito talento e carisma, mas que no entanto sofre com muitas contusões. Ele está recuperando a forma e fez um jogo belíssimo vencido nos detalhes. Apenas um adendo, Baghdatis foi eliminado na rodada seguinte por Tommy Robredo.

Nadal foi bem melhor e chegou à semifinal, perdendo para o ex-número 3 do mundo, Ivan Ljubicic, mas que já vinha em fase decadente aos 31 anos, sem bons resultados nos últimos tempos. Ljubicic também eliminou outro favorito e atual número 2 do mundo, Novak Djokovic. O potente saque e a bela esquerda do croata funcionaram tão bem em Indian Wells que o dono da casa, Andy Roddick, nem com toda torcida a favor conseguiu evitar o primeiro título de Ivan em Masters 1000. Mostrando toda sua experiência, unindo a potência dos seus golpes com precisão e paciência nos momentos necessários, o croata venceu um belo jogo decidido em dois tie-brakes. Quem poderia imaginar Ljubicic campeão?

E as zebras não param por ai, o torneio inteiro foi recheado delas como a derrota de Stepanek para Dudi Sela na 2a rodada. Monfils também disse adeus na 2a rodada perdendo para Simon Greul, assim como Tipsarevic derrotado por Thiemo De Bakker, Cilic que caiu diante de Garcia Lopez e Gilles Simon que perdeu para o argentino Brian Dabul. David Ferrer também não passou da 2a rodada, perdeu para James Blake. O resultado em si não é tão surpreendente, afinal Blake é um excelente jogador, mas é sempre muito instável e não vem apresentando grandes resultados já faz um tempo.



Vimos Davydenko abandonar o torneio depois de sua vitória na 2a rodada devido contusão no pulso. Assistimos Verdasco em uma noite muito pouco inspirada levar um pneu de Berdych e cair com facilidade em dois sets. O espanhol Juan Carlos Ferrero, após brilhante temporada de saibro, caiu na 3a rodada diante de Juan Monaco que acabou chegando às quartas de final.

Os brasileiros não foram muito bem. O resultado que merece mais destaque foi o de Ricardo Mello. O campineiro furou o quali e passou pela 1a rodada ao derrotar Horacio Zeballos. A derrota veio logo em seguida contra Albert Montanes. Thiago Alves também furou o quali, mas perdeu na partida de estréia contra o experiente Rainer Schuettler. Marcos Daniel entrou direto na chave, mas continua em má fase, perdeu na estréia para Thiemo De Bakker.

A maior decepção veio por conta de Thomaz Bellucci. Ele saiu como cabeça de chave e não precisou jogar a 1a rodada. Na 2a partida enfrentaria Carlos Moya, mas o espanhol nem entrou em quadra, o que deu ao brasileiro passagem livre. Com a derrota de Cilic, seu adversário mais provável na 3a rodada, a chave se abriu para Bellucci que era franco favorito para derrotar Garcia Lopez e eventualmente Juan Monaco nas oitavas, o que daria a chance dele enfrentar Ljubicic nas quartas. Mas depois de um belo primeiro set, Bellucci apagou e abriu a porta para a virada do espanhol.

Apesar da derrota na simples, a semana ainda não havia acabado para Nadal que quis compensar nas duplas e surpreendeu positivamente, não deixando a semana passar em branco. Ele venceu o torneio em parceria com Marc López derrotando o especialista em duplas Daniel Nestor e seu parceiro Nenad Zimonjic. Esse é o 6o título de duplas de Nadal.

No feminino vimos Jelena Jankovic voltar a boa forma e conquistar um grande torneio depois de tantos desempenhos abaixo de seu potencial. Ela venceu Caroline Wozniacki na final . Curioso foi ver Jankovic tentando levantar o pesadíssimo troféu sem sucesso.

Essa semana começa o Masters 1000 de Miami. Fiquem atentos, será que as bruxas e as zebras estarão à solta novamente?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mantendo a Rotina!

Os espanhóis Juan Carlos Ferrero e David Ferrer mantiveram a rotina de finais nessa semana, a única diferença é que trocaram o troféu de campeão de mãos. Na semana passada, Ferrero venceu o torneio de Buenos Aires em cima de Ferrer. Ferrero buscava essa semana no ATP 500 de Acapulco vencer seu 3o torneio seguido, mas o compatriota foi capaz de impedi-lo e encerrou a sequência de 14 vitórias consecutivas. Numa partida novamente muito disputada, Ferrer venceu 6/3 3/6 6/1.

Ferrero deve estar cansado após disputar 15 partidas em três semanas, mas nem ele, nem Ferrer terão descanso. Ambos viajam para Logrono, Espanha, onde se juntarão ao time da Copa Davis que disputa na semana que vem a primeira rodada do torneio entre nações contra a Suíça que vai desfalcada de Roger Federer. Mesmo sem Nadal, acredito que o time espanhol está muito bem representado.

No ATP 500 de Dubai, rotina mantida por Novak Djokovic que conquistou o bicampeonato em cima de Mikhail Youzhny. Nole não jogou bem a final, cometeu muitos erros, foram 12 duplas faltas, quase todas na rede, apenas 52% de aproveitamento do 1o saque. Mas ai que entra o mérito do grande vencedor, ganhar uma partida quando se está jogando mal. Foi o que ele fez. O sérvio não teve vida fácil nessa semana. Dos cinco jogos disputados, quatro foram decididos no 3o set, sendo que três deles ele saiu perdendo o 1o set. Além de merecido, esse título o ajuda defender os pontos conquistados ano passado, e dá uma folga para manter o posto de segundo no ranking.

No ATP 250 de Delray Beach, poucas estrelas em quadra. Tommy Haas, cabeça de chave #1 foi eliminado logo na 1a rodada. James Blake, que não está na forma de antigamente, mas era um dos nomes mais conhecidos, foi eliminado nas quartas de final por Ivo Karlovic. Esse chegou à final e perdeu para uma promessa do tênis que está vivenciando pela primeira vez o sabor da vitória. Ernests Gulbis ganhou seu primeiro torneio de ATP. Será que isso se tornará rotina? Talento ele tem.

No feminino, Venus Williams mostrou poder de adaptação e repetiu a rotina. Após conquistar o bicampeonato em Dubai, jogando numa quadra rápida, ela foi direto para o saibro e chegou ao bicampeonato também em Acapulco. Para tanto, Venus teve de tirar da cartola uma recuperação fantástica nas quartas de final quando perdia por 5/1 no terceiro set contra a desconhecida Laura Pous. Com esse título, a americana chega a sua 43a conquista. Ela é a jogadora em atividade com maior número de títulos. A segunda é a belga Justine Henin com 41.

No outro torneio feminino da semana, Elena Dementieva que tentava seu terceiro título no ano, tomou uma ducha de água fria na final do WTA de Kuala Lumpur ao perder para Alisa Kleybanova por fáceis 6/3 6/2. Esse também foi o primeiro título importante de Klaybanova.

Semana que vem tem o WTA de Monterrey e os homens disputam a 1a rodada da Copa Davis.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Objetivo Alcançado?!?!

Semana passada escrevi sobre a participação de Maria Sharapova no fraco torneio de Memphis, quando ela poderia estar jogando o torneio de Dubai com as melhores jogadoras do mundo. Questionei quais seriam seus motivos. Provavelmente nunca saberei, mas se realmente era a busca da confiança que havia se perdido ao longo dos meses devido à contusão no ombro e o excesso de foco fora das quadras, talvez ela tenha alcançado o objetivo.

Como era de se esperar Sharapova ganhou o torneio com os pés nas costas. Acho que vale até a pena colocar os placares. 1a rodada - 6/0 6/2. 2a rodada - 6/1 6/1. 3a rodada - 6/2 7/5 (jogo apertado). Semifinal - 6/4 6/3. Final - 6/2 6/1. Uau quanta dificuldade. Tomara que realmente esse torneio tenha ajudado a russa ganhar confiança e que ela venha com tudo também quando o nível das adversárias estiver mais alto, o que deve acontecer em Indian Wells daqui duas semanas.

Aproveitando, comentar rapidamente sobre os outros torneios. Em Dubai, a americana Venus Williams conquistou o bicampeonato em cima de Victoria Azarenka. Venus a gente não precisa falar muito pois todos já conhecem seu jogo. Mas é preciso destacar o potencial da bielorrussa de 20 anos. Atual 6a do ranking, ela conquistou três títulos na carreira. Pode não parecer muito, mas ela tem evoluído demais, está cada vez indo mais longe e dando mais trabalho. Ela é agressiva, bate forte na bola e não tem medo. No Australian Open desse ano esteve muito próxima de derrotar Serena Williams, mas ai faltou um pouco de experiência, o que sobrou para Serena.

No masculino, no ATP 500 de Memphis, tivemos surpresas. Os cabeças 1 e 2, Roddick e Verdasco que fizeram a final na semana anterior, ficaram pelo caminho e abriram espaço para dois gigantes americanos fazerem a final. Sam Querrey e John Isner. Não posso dizer que foi um belo jogo. Dois grandes sacadores que trocam poucas bolas de fundo, arriscam muito e erram tanto quanto. No fim de Querrey num jogo equilibrado, definido no 3o set, 6/7 7/6 6/3.

Muito mais interessante deve ter sido a final do torneio de Buenos Aires que esse ano foi castigado pela chuva. Enquanto em Memphis só tínhamos sacadores, aqui tínhamos devolvedores. Dois espanhóis jogando uma final no saibro. Eu infelizmente não vi o jogo, mas deve ter sido muito bom de assistir, com muitas trocas de bola e pontos bem disputados. No final Ferrero levou a melhor pela segunda semana consecutiva. 5/7 6/4 6/3.

No velho continente, o ATP de Marseille também foi cheio de surpresas. Com jogadores como Soderling, Tsonga, Monfils, Baghdatis, Robredo e Simon na chave, quem chegou a final foram dois franceses, bons jogadores, mas zebras. Michael Llodra e Julien Benneteau. Ambos são chegados no jogo de rede e fizeram uma partida interessante onde Llodra levou a melhor 6/3 6/4.

Essa semana temos o ATP 500 de Dubai que esse ano está carente de algumas estrelas como Federer (recuperando de infecção pulmonar) e Nadal (recuperando lesão no joelho). Temos o ATP 500 de Acapulco, com participação de Thomaz Bellucci e Marcos Daniel que acabou de se tornar pai pela segunda vez, parabéns Marcos. E ATP 250 de Delray Beach. No feminino dois torneios com chaves fracas, o WTA de Acapulco e o WTA de Kuala Lumpur.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tentando Entender?!?!

Olhando as chaves femininas dessa semana, uma coisa me chamou muito a atenção.

Temos dois torneios, o WTA de Dubai pagando uma premiação total de US$2 milhões, sendo US$350 mil para campeão. E o WTA de Memphis pagando um total de US$220 mil, deixando para campeã US$37 mil. Das 20 melhores tenistas do mundo, 16 estão em Dubai. Serena, Safina e Clijsters não estão jogando essa semana. Nessa conta está faltando uma jogadora. Sim, a russa Maria Sharapova que está jogando, mas em Memphis.

A 16a do ranking trocou os milhões de Dubai pelos trocados de Memphis (para uma jogadora como ela, US$37 mil é trocado). Ok, supondo que dinheiro não é mais problema para ela, por que ela deixaria de enfrentar um verdadeiro desafio, para jogar uma chave onde a segunda melhor ranqueada, é a promessa americana, 56o do ranking, Melanie Oudin?

Algumas coisas passam em minha mente. Uma que para o atual nível de jogo dela, uma chave como a do torneio americano, é um verdadeiro desafio. Dois que ela pode estar querendo ganhar confiança, e jogando contra jogadoras mais fracas, suas chances de vitória e título aumentam e com isso sua confiança perdida pode retornar. Terceiro pode ter a ver com contratos publicitários e patrocinadores que desejavam tê-la por lá, o que não seria uma hipótese tão absurda pois ultimamente sua carreira tem sido voltada para isso. Um título em Memphis, por mais fraco que seja o torneio teria melhor repercussão do que uma derrota na primeira rodada de Dubai.

Seja lá qual for a resposta, todas elas parecem remeter ao fato de que as prioridades de Sharapova mudaram e atrapalharam seu jogo. Eu pego no pé da russa, mas isso porque adoro seu jogo, e gostaria de vê-la de volta ao circuito jogando tênis e não apenas como modelo.

E vocês, o que acham? Qual o motivo dessa escolha? Comente.

Tênis Pós Carnaval!

Fala pessoal. Como foram de carnaval? Muito tênis? Dúvido. Eu posso dizer que apesar de ter passado o carnaval em São Paulo, e sem muitas atividades, vi muito pouco de tênis, foquei mesmo nas Olimpiadas de Inverno. Eu acho um barato. Queria pegar um avião direto para Vancouver. Enfim, mas chegou a hora de fazer um update do que aconteceu no circuito enquanto todos aproveitavam o sol, os trios, blocos e escolas de samba.

Cinco torneios aconteceram na semana passada, três masculinos e dois femininos. ATP 500 de Rotterdam, ATP 250 da Costa do Sauípe, ATP 250 de San Jose, WTA de Paris e WTA da Tailândia.

Em Rotterdam, torneio mais importante da semana, jogadores como Djokovic, Davydenko, Soderling, Monfils, Robredo, Youzhny e Ljubicic brigaram pelo título. Talvez a maior aposta fosse por uma final entre Djokovic e Davydendo, 2o e 6o no ranking respectivamente, mas a realidade foi outra. O sueco Robin Soderling e o russo Mikhail Youzhny resolveram estragar a festa. Na final, Soderling não teve muito trabalho devido uma contusão que fez Youzhny se retirar no início do segundo set. O sueco conquistou seu quinto título na carreira e mantém a boa fase que vem desde o ano passado.

Em San Jose, alguns nomes fortes também estiveram presentes como Roddick, Verdasco, Stepanek, Haas, Berdych e Kohlschreiber. Mas os cabeças de chave 1 e 2 do torneio, Roddick e Verdasco mantiveram o favoritismo e fizeram a final. Eu cheguei a assistir os primeiros games do jogo pela internet, até a conexão cair. O jogo estava bastante equilibrado, com belas trocas de bola. Esse foi o 12o confronto entre os dois e o espanhol conseguiu quebrar uma série de sete vitórias seguidas do americano, conquistando seu terceiro triunfo sobre ele.

Já o Brasil, recebeu a mais "fraca" chave da semana. Juan Carlos Ferrero, 22o do mundo, era o nome mais forte da chave, junto com o brasileiro Thomaz Bellucci. E o espanhol fez jus a seu favoritismo ao vencer na final o surpreendente Lukasz Kubot. Dos sete brasileiros que entraram na chave principal, apenas Ricardo Mello e Bellucci avançaram e infelizmente eles se enfrentaram nas quartas de final. Na teoria, Bellucci era o favorito, mas a prática se mostrou diferente. Mello avançou para enfrentar Ferrero, mas não teve muito sucesso.

Ouvi dizer que o torneio foi muito bom. Posso estar errado, mas continuo achando pelas transmissões que vi que o torneio estava às moscas. Eu me sempre pergunto se semana de carnaval e anterior a ele, são as melhores para se fazer um torneio desses? Acredito que se a resposta for sim, não há lugar melhor do que a Bahia que está repleta de foliões. Mas se a resposta for não, será que não seria melhor fazer numa cidade como São Paulo? Com certeza lugar mais agradável que Costa do Sauípe não há, mas se tem um lugar onde as coisas acontecem, esse lugar é São Paulo. Entendo que há dificuldades em relação ao calendário da ATP, mas todos sabem que o Brasil não funciona em época de carnaval.

Passando para o feminino, a russa Elena Dementieva conquistou em Paris, seu segundo título da temporada. Já na Tailândia, em um torneio sem grandes nomes, outra russa, Vera Svonareva, aproveitou a chave fraca para levantar seu décimo título na carreira.

Essa semana também temos cinco torneios. ATP 500 e WTA de Memphis, ATP 250 de Buenos Aires, ATP 250 de Marseille e o grande torneio feminino, WTA de Dubai.

Apesar dos torneios de Memphis e Marseille terem chaves bem mais fortes do que a de Buenos Aires, o fato mais marcante da semana pra mim é a volta de David Nalbandian que está jogando o torneio argentino. Parado há 9 meses, se recuperando de contusão, ele já estreou com vitória. Eu assisti partes do jogo pela internet e vi um Nalbandian muito sólido e jogando em excelente tênis. Nem parecia que ele estava tanto tempo parado. Será muito bom vê-lo brigar pelos principais torneios novamente.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

E o show vai começar!

O palco para a primeira grande batalha do ano está pronto e em dois dias o primeiro Grand Slam do ano vai ferver, não só pelo calor australiano, mas pelos grandes jogos e disputas que serão travados nas quadras azuis do Melbourne Park.

Nunca opinar sobre um favorito foi tão difícil. Tanto no masculino quanto no feminino. Muitos são os jogadores que podem ter chances reais de levantar o troféu, e por estarmos no começo da temporada, não se sabe os jogadores que estão chegando com tudo.

Poucos jogadores do primeiro escalão levaram a sério os torneios preparatórios para o Australian Open. Muitos preferiram encher o bolso de grana e jogaram apenas torneios de exibição, como foi o caso de Djokovic, Del Potro, Murray, Tsonga e Verdasco. Com exceção de Murray que jogou a Hopman Cup, os outros escolheram jogar o Kooyong Classic essa semana.

Enquanto isso, Davydenko confirmou sua excelente fase. Foi até Doha e bateu Federer na semifinal e Nadal na final. Sem dúvida é o jogador do momento, mas que nunca conseguiu resultados expressivos em torneios de Grand Slam, sem contar que agora as luzes estão voltadas para ele, e resta a dúvida de como ele lidará com essa pressão?

Pressão é algo que Federer e Nadal estão acostumados. Ambos são sempre favoritos, mas me parece que esse estrelato está um pouco dividido no momento. Talvez porque Federer já tenha provado muito mais do que precisava e agora o que vier é lucro. Nadal porque suas contusões ano passado o tiraram de cena por um tempo, e agora ele corre por trás recuperado de suas lesões. Somado a isso temos a grande quantidade de jogadores que ganharam seu lugar ao sol e estão divindo essa atenção.

Andy Roddick que vem de contusão também fez bonito na primeira semana do ano e ganhou o ATP de Brisbane, derrotando bons jogadores como Berdych e Stepanek.

Independentemente do que os jogadores escolheram fazer nesse começo de temporada, todos citados acima são nomes a serem considerados. Djokovic já foi campeão na Austrália em 2008, jogando a final com Tsonga. Del Potro ganhou o último Grand Slam de 2009 em Nova Iorque. Verdasco fez partida memorável contra Nadal na semifinal ano passado. E Murray, bem o britânico está devendo algo em torneios do Grand Slam, mas apesar do jogo chato e da personalidade chata é um grande jogador.

Em relação a chave, as primeiras rodadas em geral são tranquilas para os cabeças de chave. A vida começa ficar dura mesmo a partir das quartas de final. Aqui são alguns dos confrontos que podemos ver a partir das quartas de final: Federer pode pegar Verdasco ou Davydenko, Djokovic contra Soderling ou Tsonga. Já na parte debaixo da chave podemos ter Roddick contra Del Potro, mas antes poderão ter Gonzalez e Cilic respectivamente. Nadal e Murray devem ir tranquilos até as quartas quando se enfrentam. A verdade é que quem quer ganhar, não pode ficar escolhendo adversário, tem que atropelar quem vem pela frente, mas um pouquinho de sorte não faz mal a ninguém!

No feminino, as duas grandes atrações são as belgas Kim Clijsters e Justine Henin. Clijsters já mostrou seu poder ano passado ao vencer o US Open e ao ganhar o WTA de Brisbane semana passada em cima de sua compatriota. Henin, em seu primeiro torneio depois da aposentadoria, venceu três top 30 e alcançou a final onde duelou de igual para igual com Clijsters. Só não digo que podemos ter uma final belga, pois elas estão do mesmo lado da chave e se encontram nas quartas de final.

No WTA de Sidney realizado essa semana, tivemos nove das dez melhores colocadas do ranking, apenas Venus não participou. O torneio foi vencido por Elena Dementieva, que de certa forma surpreendeu ao derrotar Serena na final. Victoria Azarenka também fez boa campanha ao chegar à semifinal. Por outro lado Wozniack, Jankovic e Zvoraneva decepcionaram e caíram na primeira rodada.

Expectativa para ver Venus e Sharapova que não jogaram nada. Sharapova fez apenas um tour de exibições pela região.

Em relação aos brasileiros. Bellucci tem pela frente o russo Teimuraz Gabashvili, atualmente em 105o lugar no ranking. Em teoria uma partida tranquila. Totalmente ao contrário da segunda partida, onde ele deve enfrentar Andy Roddick. Já Marcos Daniel, pega o colombiano Alejandro Falla, 77o do mundo, jogo difícil, porém com boas chances. Assim como Bellucci, a segunda rodada de Daniel é uma pedreira, o sueco Robin Soderling. Ainda temos a chance de ver um terceiro brasileiro na chave de simples, Ricardo Hocevar que está a uma vitória da chave principal.

Bom Sras. e Srs. façam suas opostas, escrevam seus comentários e opiniões sobre quem são os favoritos para o Australian Open 2010.

Eu coloco minhas fichas em Rafael Nadal. Acredito que ele está com muita vontade de jogar após tanto tempo contundido e de defender seu título. Outro ponto é a importância de ter um físico muito forte para suportar o calor de Melbourne, resistência é algo muito importante. Já no feminino fico com Kim Clijsters. Ela mostrou que está pronta para jogar torneios com partidas melhor de cinco sets, começou o ano com tudo e aparentemente está mais forte e preparada que as outras jogadoras.

Bom torneio à todos!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tênis ou Moda?

Fico impressionado como cada vez mais o tênis, em especial o feminino, virou um grande desfile de moda. As jogadoras alcançam a fama através de seu sucesso nas quadras, mas não demora muito para que as prioridades mudem e elas se tornem mais modelos do que tenistas.

Anna Kournikova talvez tenha sido a precursora desse movimento. A linda e talentosa russa não ganhou um torneio da WTA sequer em sua carreira, chegou ao top 10, suficiente para aparecer e deixar o mundo do tênis babando. Mais preocupada com sessões de fotos do que treinamento, a russa parou por ai, mas mudou o tênis feminino para sempre.
Seus passoso seguidos e hoje temos um grande desfile de moda e uma qualidade de jogo muito questionável. Nunca as tenistas estiveram tão lindas, e o jogo tão feio, a ponto da mamãe Clijsters voltar depois de dois anos de licença maternidade e vencer um Grand Slam.

Nessa semana, a musa russa da atualidade, Maria Sharapova, renovou seu contrato com a Nike por mais oito anos, e US$70 milhões. Seu uniforme será personalizado, muitos desenhados por ela mesma. Não suficiente, ela anunciou que usará brincos desenhados por Paloma Picasso, filha de Pablo. Como uma pessoa com tudo isso na cabeça, e tantos milhões no bolso vindos extra quadra, pode se preocupar e se motivar a jogar tênis?


Isso não é apenas privilégio de Sharapova, ela é apenas a mais famosa delas. Ano passado, Ana Ivanovic foi muito questionada por estar mais preocupada com o marketing e a badalação do que com a quadra. O número jogadoras modelos hoje é incontável. Para lembrar algumas, além das duas já citadas, temos: Flavia Pennetta, Elena Dementieva, Daniela Hantuchova, Caroline Wozniacki, Nicole Vaidisova, Maria Kirilenko, Gisela Dulko, Dominika Cibulkova e Vitoria Azarenka.

Não que elas estejam erradas, a vida de tenista, principalmente um de ponta é muito difícil, exige muita dedicação e sacrifício. Talvez seja uma forma mais fácil de fazer um bom pé de meia e aliviar um pouco a parte de quadra.

Com certeza é muito agradável para os olhos ver jogadoras tão lindas, femininas e bem cuidadas, mas seria melhor se pudéssemos
conciliar isso com um bom jogo de tênis! Caso contrário fica mais fácil olhar suas fotos na internet.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Domínio Belga!

A primeira semana no circuito profissional feminino foi marcado pelo domínio belga! No ATP de Auckland, a belga Yanina Wickmayer, de 20 anos, atual 16a do mundo, conquistou seu terceiro título na carreira ao derrotar a favorita, e cabeça de chave número 1, Flavia Pennetta.

Mas esse certamente não foi o destaque da semana, talvez apenas uma coincidência. As grandes atrações e os olhos do mundo estavam voltados para o WTA de Brisbane.

Kim Clijsters já havia surpreendido o mundo ano passado ao ganhar o US Open. Já Justine Henin fazia seu retorno oficial às quadras após um ano e meio afastada. As duas belgas estavam em lados opostos na chave, e só poderiam se encontrar na final. E foi o que aconteceu. Clijsters pegou uma chave mais fácil, sem grandes adversárias. Mas Henin teve alguns testes difíceis, principalmente para quem estava parada há tanto tempo. Logo na primeira rodada enfrentou a cabeça de chave 2, Nadia Petrova. Ganhou com um duplo 7/5. Na terceira rodada, pegou a não muito conhecida, Melinda Czink, cabeça 7, e com certo sofrimento venceu no tie-break do terceiro set. Nas semifinais um confronto muito esperado com a cabeça 3, Ana Ivanovic. A sérvia não jogou muito tênis em 2009, mas não deixa de ser um nome forte, mas pelo jeito não forte o suficiente para Henin que venceu por fáceis 6/3 6/2.

No tão esperado confronto, a então campeã do US Open e a sete vezes vencedora de Grand Slams fizeram um jogo dramático. Clijsters salvou dois match points e virou um terceiro set praticamente perdido, o levando para o tie-break. No desempate foi a vez de Henin salvar três match points, mas não o suficiente para impedir o 36o título da carreira de Clijsters.

A questão é, qual o estrago que elas farão no circuito feminino em 2010?

Eu acredito que muito. Primeiro que ano passado vimos um nível muito fraco. Tão fraco que Clijsters vindo de dois anos afastamento venceu um torneio de Grand Slam (de maneira alguma quero tirar os méritos dela), mas não é o tipo de coisa que deve acontecer. Segundo que as duas jogam muito tênis e parecem estar muito motivadas. Eu acho que veremos em breve alguma das duas liderando o ranking, e acredito ser possível ver uma dobradinha belga no ranking também.



Talvez seja cedo para falar. Henin com seus 27 anos e Clijsters aos 26, podem não ter a mesma disposição de antes, contusões podem aparecer, como já aconteceu com Henin que essa semana jogaria o WTA de Sidney, mas desistiu devido um estiramento muscular na coxa e quer se poupar para o Australian Open.

Espero que o retorno das duas ajude a motivar as outras tenistas que ano passado fizeram feio e decepcionaram. Essa semana as principais tenistas do mundo participam do WTA de Sidney. Para você ter uma idéia, a última jogadora aceita na chave foi Alisa Kleybanova, 30a do ranking. Das top 10, nove estão participando.

Vamos aguardar mais uma semana para ver todas em ação no mesmo torneio. O Australian Open tem tudo para ser muito interessante. Há sempre aquela tradicional expectativa para ver quem começará o ano a mil. Por enquanto as belgas estão dando as cartas. Ou seriam os winners?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mauresmo também se despede!

O tênis mundial ficou carente de mais uma estrela, mas dessa vez no circuito feminino. Após as aposentadorias de Safin e Santoro no circuito masculino, foi a vez de Amélie Mauresmo pendurar as raquetes.

A francesa de 30 anos, decidiu jogar tênis aos 4 anos ao ver pela TV Yannic Noah conquistar Roland Garros em 1983. Iniciou sua carreira profissional em 1993 jogando
pequenos torneios da ITF na França. Em 1998 começou a mostrar seu jogo no Aberto da Alemanha, quando furou o qualifying, derrotou Lindsey Davenport e Jana Novotina, ambas estavam entre as três melhores do ranking na época, antes de perder na final para Conchita Martinez. Mas ela realmente apareceu para o mundo em 1999, quando chegou a final do Australian Open perdendo para Martina Hingis na final. Nessa época Mauresmo era a 29a no ranking.

A partir dai ela foi crescendo e fixou seu nome como uma das melhores jogadoras do mundo. Com uma belíssima esquerda de uma mão, golpes potentes e jogo de rede muito superior as outras tenistas, Mauresmo terminou entre as 10 melhores no ranking de 1999 a 2006. Foi em 2004 que ela teve sua grande conquista até então, tornando-se a primeira tenista franc
esa (entre homens e mulheres) a liderar o ranking. Nem mesmo a mais famosa das tenistas francesas, Mary Pierce (dois títulos de Grand Slam e quatro vices), conseguiu tal façanha. Nesse ano ela permaneceu cinco semanas no topo e ainda conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas.

Mas o grande ano de Mauresmo ainda estava por vir. Em 2006 que ela conquistou seus
dois Grand Slams, Australian Open e Wimbledon, além de permanecer por mais 34 semanas na liderança do ranking da WTA. O ano seguinte foi marcado por cirurgias e contusões que a tiraram das quadras por alguns meses. Desde então seu rendimento começou a cair, bem como seu ranking. A idéia de parar foi crescendo e ao final de 2009, ela decidiu se retirar das quadras no momento em que ocupava a 21a posição no ranking da WTA.

Mauresmo declarou que para brilhar no circuito é necessário muito esforç
o e dedicação, mas que ela não queria mais ter essa dedicação. Disse também que estava cansada de treinar, mas que sentiria falta de tudo o que passou e que teve experiências maravilhosas. Diz-se também muito feliz e satisfeita com todas suas conquistas.

Durante sua carreira Amélie Mauresmo conquistou 25 títulos de simples e 3 de duplas. Além dos dois Grand Slams, ela também ganhou a Fed Cup (Copa Davis feminina) em 2003 e o Masters em 2005. Foram 545 vitórias e 227 derrotas. Embolsou em premiação US$15 milhões. Seu último título veio em Fevereiro desse ano em Paris onde venceu duas top 5, Elena Dementieva e Jelena Jankovic.

A França perde mais um ídolo e o tênis perde mais uma estrela! Parabéns Amélie por sua carreira! Aproveite sua aposentadoria!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Resumo de 2009 no Circuito Feminino

Enquanto os homens batalham no último Masters 1000 do ano em Paris, e alguns jogadores ainda brigam pelas últimas duas vagas no ATP World Tour Finals em Londres (antigo Marsters Cup), as mulheres já tiram suas merecidas férias, após um longo ano de torneios e viagens.

Muito se criticou o circuito feminino esse ano. Grandes jogadoras como Maria Sharapova, Ana Ivanovic, Jelena Jankovic não apareceram muito no ano, seja por contusão, seja por terem focado em outras atividades, ou simplesmente pelo fato de não estarem numa excelente temporada. Isso abriu as portas para que outras tenistas assumissem os primeiros lugares no ranking.


Dinara Safina foi uma das que melhor aproveitou o momento para assumir a liderança do ranking. Tem se comentado que ela é uma das piores número 1 que já existiu. Não acho que essa afirmação esteja tão errada assim. Se pegarmos de 10 anos para cá, tivemos jogadoras como Lindsay Davenport, Martina Hingis, Jennifer Capriati, Justine Henin, Kim Clisters, as irmãs Williams, entre outras. Realmente Safina deixa a desejar, apesar de ter uma determinação muito grande.

Uma das provas desse fraco nível, é o fato da belga Kim Clijsters, que estava aposentada desde Maio de 2007, vencer o último Grand Slam do ano, US Open, depois de ter jogado apenas dois torneios semanas antes. Ela mesma declarou estar muito surpresa, pois a idéia era apenas ganhar um pouco de ritmo e relembrar um pouco do circuito para fazer sua volta oficial às quadras em 2010.

Outra que aproveitou bem o momento foi Serena Williams, que mesmo jogando poucos torneios esse ano, apenas 16, ganhou dois Grand Slams, e o Sony Ericsson Championships (torneio das oito melhores do ano). E de quebra acabou o ano como número 1 do mundo.

34 jogadoras diferentes sagraram-se campeãs, nos 55 torneios que aconteceram no circuito profissional feminino esse ano. Sendo que seis delas estão empatadas com três títulos cada uma: Victoria Azarenka, Caroline Wozniacki, Elena Dementieva, Svetl
ana Kuznetsova, Dinara Safina e Serena Williams. Foram nove tenistas com dois títulos e 19 com apenas um triunfo.

Serena Williams ganhou dois Grand Slams, Australian Open e Wimbledon.
Svetlana Kuznetsova dominou o saibro de Roland Garros e Kim Clijsters, a grande surpresa do ano, ficou com o torneio norte-americano.

O país que mais teve jogadoras campeãs na temporada foi a Rússia, com 13 títulos; seguidos por EUA com 6 e Itália com 5.

As tenistas que mais embolsaram em 2009 foram: Serena Williams (US$6.5 milhões); Dinara Safina (US$4.3 milhões); Svetlana Kuznetsova (US$3.6 milhões); Venus Williams (US$3.1 milhões) e Jelena Jankovic (US$2.4 milhões). Maria Sharapova e Ana Ivanovic levaram esse ano US$900 mil cada uma. Muito pouco para o potencial das duas.

Aproveitando que estamos falando de circuito feminino, poucos rea
lmente sabem como são divididos os torneios na WTA. Enquanto no masculino os torneios são divididos em Grand Slams, Masters 1000, ATP 500 e ATP 250 (indo do mais importante para o menos importante, ou pode se dizer, do que mais paga para o que menos paga), o feminino é dividido da seguinte maneira:

Grand Slams sendo os quatro mais importantes. Depois temos os Premier Mandatory (torneios que pagam um total em prêmios de US$4.5 milhões, são eles Indian Well
s, Key Byscane, Madrid e Pequim). Em seguida temos os Premier 5 (são cinco torneios que pagam um total de US$2 milhões). Os Premier ou Premier 10 (dez torneios que pagam entre US$600 e US$700 mil) e por último a série International (31 torneios que pagam US$220 mil). Ao final da temporada também ocorre o torneio das oito melhores tenistas daquele ano.

Para encerrar, o ranking final de 2009 ficou assim: 1. Serena Williams; 2. Dinara Safina; 3.
Svetlana Kuznetsova; 4. Caroline Wozniacki; 5. Elena Dementieva; 6. Venus Williams; 7. Victoria Azarenka; 8. Jelena Jankovic; 9. Vera Zvonareva; 10. Agnieszka Radwanska.

Esperamos que 2010 seja uma temporada mais equilibrada, com as jogadoras
mais inspiradas e focadas no tênis e que a volta oficial das belgas Kim Clijsters e Justine Henin ajude a elevar o nível da competição.