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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Gillette Federer Tour - by Glauco Pereira


Caros amigos,

Como todos sabem, na semana passada aconteceu no Ginásio do Ibirapuera o “Gillete Federer Tour”, classificado por muitos como o maior evento de tênis-exibição da história. Grandes campeões masculinos, femininos e duplistas. Antes do evento, a promessa de muitas emoções para quem curte ou é apaixonado pelo tênis (como é o meu caso!!)

Jogadores do Gillette Federer Tour
Inicialmente comprei ingressos para os dois primeiros dias, mas depois do que vi, não resisti e fui no 3° e 4° dia.

Antes do evento, muita discussão em relação aos valores dos ingressos. Quero deixar “minha opinião” a respeito dos valores praticados: cada um sabe aonde aperta o seu calo, suas possibilidades e valores. Eu não pago R$200 numa garrafa de vinho, não pago R$150 para cortar meus cabelos e muito menos R$700 num relógio (imagine um Rolex?!), mas para ver o maior tenista da história, paguei R$1.600, o vi jogar 3 vezes e, faria tudo novamente. Inclusive me arrependo de não ter comprado no anel inferior, para vê-lo jogar mais de perto. Sem contar que para vê-lo, teria que ir à um Grand Slam, o que também não é a garantia de assistí-lo. Conheço muitos amigos e alunos que viajaram e não tiveram a oportunidade de vê-lo jogar. Nesse ano, quantos compraram ingresso para o torneio de Miami a partir das 4as e ele perdeu para o Roddick nas oitavas? Então, a oportunidade de vê-lo no quintal de casa não poderia ser desperdiçada.

 Antes de falar sobre a principal estrela do evento, gostaria de deixar minhas impressões sobre os tenistas que estiveram presentes:

Irmãos Brian: depois do Federer, foram os que mais me impressionaram. Adoro jogar duplas e eles são geniais. Completos tecnicamente, perfeitos taticamente e uma agilidade impressionante. Não são jovens (para o tênis), têm 1.91m e 1.93m, mas se deslocam com uma rapidez e facilidade incríveis. São extremamente agressivos e muito simpáticos também.

• Marcelo Melo e Bruno Soares: grandes duplistas, Soares principalmente. Numa grande fase, trarão pontos preciosos na Davis e ainda ganharão torneios importantes!

Federer e Haas
• Jo-Wilfried Tsonga: um grande jogador com um saque assustador. Só de pensar em devolver aquele saque, meu cotovelo dói!!! Tem um carisma enorme, mesclou grande jogadas com brincadeiras e “mexeu” com o público o tempo todo, um craque!!

• Tommy Robredo e Tommy Haas: dois grandes jogadores que infelizmente estão com uma idade mais avançada, mas ainda jogam um tênis de grande qualidade, principalmente o Haas. 

• Thomaz Bellucci: os altos e baixos de sempre. Impressionante a potência dos seus golpes, que inclusive incomodaram o Federer (não podemos esquecer que nesse ano   ele quase o suíço por 2 vezes). Porém, a falta de habilidade para os toques é surpreendente.

Mal acompanhado!
Caroline Wozniacki: extremamente simpática. Joga muito, porém das quatro meninas, para mim é a mais fraca, a que tem menos bola. Pelo que vi, acho difícil ganhar um Grand Slam. Chegou a número 1 pela regularidade.

• Maria Sharapova: já tinha visto jogar, é muito focada, muito agressiva e consistente, uma grande campeã, além de muito bonita e carismática.

• Victoria Azarenka: joga muito também e tem bola. É bem magrinha, foge um pouco do tipo pernas fortes que toda tenista tem. Muito simpática, acredito que terá grandes resultados na carreira.

• Serena Williams: para mim, a grande decepção. Entre todos os tenistas, a única que veio para “não jogar”. Andou em quadra e quando fez 5x4 e saque no 2° set, percebendo que jogaria mais um set, entregou sem a menor cerimônia, frustrante! Agora, dançar hip-hop com o bonequinho dos Correios, o fez com maestria!

Sobre o Federer, é difícil falar, mas em 33 anos de tênis jamais imaginei que alguém pudesse jogar tênis com tanta facilidade, com tanto talento e leveza. Somos privilegiados por viver em sua era. Será que haverá outro tenista com o mesmo talento? Além disso, sua simpatia, carisma, a forma como se comportou, se divertindo e interagindo com o público, foram sensacionais.

Um amigo que vive o Circuito profissional, confidenciou que ele é extremamente reservado, inclusive nas apresentações, mas que nunca o viu tão a vontade, brincando tanto como dessa vez. Claro que aí tem o componente “público brasileiro”, mas sua exibição contra o Tsonga deixou todos encantados.

O voo do mestre!
Ressalto também a humildade dos jogadores que o enfrentaram. Todos entenderam que ele era a razão para 10.000 pessoas estarem presentes no Ginásio. Criaram situações para que ele aflorasse todo seu talento. Um jogo-exibição lembra muito as partidas entre professores e alunos, só que nesse caso, o professor muitas vezes era o adversário e o aluno foi um “mestre”!!

Para não dizer que tudo foi perfeito, o Ginásio do Ibirapuera não atende um evento como esse. Precisamos urgente de modernas arenas multi-uso que trarão mais conforto e “menos calor” ao público pagante.

Finalizando, parabéns aos organizadores e patrocinadores pelo evento, tênis brasileiro agradece. Que venham outros e que o Brasil Open (em fevereiro próximo) consiga trazer grandes jogadores também.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Comerciais Federer

Federer não levou Roma, mas seus fãs parecem ser os mais apaixonados, além de serem a maioria. Sendo assim, após uma breve pesquisa, foram selecionados 17 comerciais estrelados pela maior e mais brilhante estrela do tênis.

Há comerciais engraçados, sérios, requintados, divididos com outros atletas... tem comercial para todos os gostos. Bons ou ruins o que importa é ver o grande ídolo em ação!

Espero que gostem. E se acharem outros comerciais que não estão na lista, por favor, compartilhem com a gente!

NIKE















LINDT



WILSON





ROLEX



MERCEDES BENZ





GILLETTE



NATIONAL SUISSE



US OPEN SERIES


NET JETS





terça-feira, 14 de setembro de 2010

Talento x Dedicação

Terça-feira, dia 14, quando cheguei à Pós, fiquei surpreso pelo fato de que o assunto esportivo do dia não era futebol como de costume, mas sim, o tênis, mais especificamente a final entre Nadal e Djokovic no US Open.

Mas uma questão foi particularmente interessante e como todo papo esportivo gerou opiniões adversas. A questão em pauta foi gerada a partir do seguinte comentário: "Nossa, nunca torci tanto contra o Nadal ontem!". Fiquei atônito, afinal, já tinha visto pessoas não torcerem pelo Nadal por gostarem mais de seu adversário, mas nunca havia visto alguém torcer contra o espanhol.

Perguntei o porquê daquela torcida contraria e a resposta foi simples: "Pois não gosto de jogadores que se usam do físico para conseguir seus resultados". Ele quis dizer que não gosta de jogadores que contam com a parte física acima de todas as outras, jogadores como o Kaká que foram preparados, foi o exemplo dado. Ele disse gostar de jogadores como o Federer que joga limpo, solto, fácil. Entendi perfeitamente e é um ponto de vista interessante.

Minha resposta e meu ponto de vista sobre a questão é o seguinte:

Realmente tenho que concordar que tecnicamente não há jogador melhor do que Roger Federer. Seus golpes são perfeitos, harmoniosos, limpos, realizados sem o menor esforço. Se tem alguém que deve servir de exemplo é o suíço. No entanto, admiro jogadores que para chegar ao nível que Rafa Nadal chegou tiveram que suar a camisa. Não que o Federer não teve que batalhar duro, ele teve e muito, mas me refiro a atletas que não nasceram com o dom de Deus, o talento no mais alto estágio, como aconteceu com Federer, Safin e Rios, por exemplo. O desenvolvimento para esses três jogadores em teoria veio mais fácil. Com menos esforço eles conseguem mais resultados, pois têm um talento natural acima da média.

Rafael Nadal não pode ser considerado um jogador talentoso, mas ele sem dúvida é um jogador determinado e que não poupa esforços para evoluir. Talvez no começo de sua carreira ele fosse um jogador que se apoiava mais no físico para conseguir seus resultados, mas ele trabalhou muito nos últimos anos para se tornar um jogador muito mais completo. Tecnicamente seus movimentos continuam não sendo plasticamente belos tampouco são recomendados como é o caso de seu forehand, no entanto, são eficientes, talvez até mais do que os belos golpes de Roger Federer. Seu físico pode ter sido trabalho e melhorado no decorrer dos anos, mas pode haver uma genética por trás que o favoreça.

O circuito já recebeu tenistas com enorme talento, mas que pouco o aproveitaram como era o caso do russo Marat Safin. Em minha opinião, Safin tinha tudo para ser um dos maiores da história, mas suas prioridades eram outras. O resultado desse esforço somente mediano (se comparado a outros tenistas mais dedicados) foi "apenas" dois títulos de Grand Slam e a liderança do ranking por nove semanas. Muito pouco para alguém com seu talento e capacidade.

Por sua vez, Federer com um nível de talento parecido ao de Safin, mas com um nível de dedicação e foco muito maiores se tornou o maior tenista de todos os tempos.

Por isso que admiro tanto Rafael Nadal, pois nasceu com uma habilidade natural menor que os dois mencionados e tem alcançado conquistas extraordinárias através do trabalho e da dedicação. Meu achomentro diz que se ele tivesse o mesmo grau de comprometimento que o russo teve, ele teria ganho no máximo um Grand Slam, talvez ficasse entre os Top 10 e pararia por ai. Lógico que isso é uma grande viagem da minha parte, mas é uma opinião.

Gostaria de saber o que vocês pensam do assunto? Preferem jogadores talentosos? Admiram mais tenistas dedicados? Se Safin fosse dedicado, teria conquistado muito mais? E se Nadal não fosse dedicado, o quanto teria conquistado?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sob Nova Orientação

Um dos grandes desafios do tênis pra mim sempre foi saber quem é o técnico de Roger Federer. Ele passou nas mãos de Peter Lundgren, Tony Roche, Jose Higueras, atualmente recebe o auxílio do capitão da equipe Suíça da Davis, Severin Luthi, e por longos períodos permaneceu sozinho. A verdade é que nunca esses treinadores apareceram muito. O que mais me marcou foi o primeiro, Peter Lundgren. Talvez naquela época, Federer ainda não tinha se tornado o Federer, então sobrava um pouco de holofote para o treinador.

Atualmente Federer vive um momento "difícil" na carreira em termos de desempenho. Até esse ano ele não havia ocupado uma posição no ranking que não a liderança ou o segundo lugar, isso desde novembro de 2003. A última vez que ele havia perdido antes da semifinal em um Grand Slam havia sido em 2004 para Gustavo Kuerten em Roland Garros. Em 2010 essas duas coisas aconteceram. Ele caiu para 3o do ranking e perdeu nas quartas de final em Roland Garros e mais surpreendente ainda, em Wimbledon.

Por mais incrível que o suíço seja, ele é humano. Ele cansa, sente a pressão, se desmotiva, se machuca, ganha novos interesses, como o nascimento das filhas recentemente, etc. Enfim, os motivos para uma certa queda no desempenho podem ser muitos e não pretendo julgar, nem adivinhar quais são.

A verdade é que ele sentiu que o momento era propício para integrar um novo membro em sua equipe. O nome escolhido foi Paul Annacone, um dos mais respeitados treinadores do mundo. Como tenista profissional chegou a ser 12o do ranking de simples e 3o em duplas com um estilo agressivo de saque e voleio. Mas ele realmente ficou conhecido por seu trabalho como treinador de Pete Sampras. Paul assumiu o papel quando Tim Gullikson, então treinador de Sampras ficou impossibilitado de acompanhá-lo devido a um câncer no cérebro. Paul e Pete começaram a trabalhar juntos no Australian Open de 1995, mas não foi até 1996, com o falecimento de Tim que o papel se tornou oficial. A parceria de sucesso se estendeu até a aposentadoria de Sampras em 2002, apenas com uma curta pausa em 2001.

Annacone também treinou Tim Henman e atualmente trabalha com a Federação Britânica de Tênis. Federer diz que a parceria é experimental, mas que está empolgado em trabalhar com o americano. Tecnicamente o trabalho de Paul será mínimo, uma vez que Federer é um jogador completo e possui praticamente todos os golpes no mais alto nível. Mas Annacone pode ser bastante útil na parte tática. Talvez o brilhantismo de seu jogo e a facilidade com que ganhou tantos jogos e torneios não tenha permitido que Federer desenvolvesse a parte tática na mesma proporção.

Quem sabe, esse é o empurram que o suíço precisa para atingir o que
talvez seja a última de suas grandes aspirações. E por aspirações, entendam-se recordes. Estou falando do número de semanas como 1o do ranking que pertence a Pete Sampras. O americano permaneceu lá por 286 semanas. Federer está apenas a uma de empatar esse recorde e duas de ultrapassá-lo.

Se os conselhos de Paul seguirem a mesma linha dos que deu à Sampras, se preparem para ver Federer subindo mais rede!

Boa sorte aos dois!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Exterminador Nórdico

Roland Garros deve ter contratado Robin Soderling para proporcionar surpresas chocantes a cada ano no Grand Slam francês. Ano passado, ele paralisou o mundo do tênis ao derrotar o quatro vezes campeão e até então invicto em RG, Rafael Nadal. Esse ano, na parte de cima da chave, ele resolveu eliminar outro defensor do título. Pois é, acabou com a alegria de ninguém menos que Roger Federer.

Reeditando a final do ano passado, poucos poderiam imaginar que depois de 12 derrotas para o suíço, Soderling poderia derrotá-lo justamente quando Federer lutava para defender seu posto de número 1 do mundo e quebrar o recorde de Pete Sampras como o jogador que mais tempo permaneceu na liderança do ranking, 286 semanas. Federer ainda pode conseguir tal feito na próxima semana, mas para isso, terá de torcer para Rafael Nadal não ser campeão, caso contrário, o espanhol reassume a posição de número 1 e o recorde de Federer terá de ser adiado.

Com essa vitória, Soderling também quebrou uma sequência impressionante de 23 semifinais seguidas alcançadas por Federer em torneios de Grand Slam. A última vez que ele havia ficado de fora de uma semifinal foi em 2004, lá mesmo em Rolando Garros, quando perdeu para Gustavo Kuerten na 3a rodada. Soderling também impediu a 200a vitória de Federer em torneios de Grand Slam. O suíço tem uma marca de 199 vitórias e 28 derrotas. Federer que nesse torneio ultrapassou a barreira das 700 vitórias na carreira. Federer encerra assim uma fraca temporada no saibro. Foram 14 jogos, 10 vitórias e como melhor resultado, a final do Masters 1000 de Madri.

Créditos sejam dados ao sueco. Soderling esteve brilhante na partida. Com uma agressividade impressionante, ele buscou o controle dos pontos acelerando sua pesadíssima bola e deixando Federer na defensiva. Foi curioso ver Federer perdendo a confiança à medida que o jogo avançava. Dava a impressão que Federer sabia que era necessário controlar o ponto, mas todas as vezes que a oportunidade aparecia, ele se afobava e errava, ou simplesmente não atacava o suficiente dando a chance de Soderling partir para o ataque mais uma vez. Sordeling estava extremamente confiante e soube usar muito bem dessa confiança. Federer estava sentindo tanto a pressão que em alguns momentos soltava gritos de "come on", lembrando o australiano Lleiton Hewitt.

Soderling chegou entre os 100 primeiros do mundo pela 1a vez em agosto de 2003 e desde que entrou pela 1a vez entre os 50 melhores do ranking em março de 2004, quase nunca mais saiu. No entanto, só quebrou a barreira dos top 20 em outubro de 2008. Mas foi em 2009 que sua grande fase começou. Seu grande momento talvez tenha sido no próprio saibro francês quando eliminou Nadal e chegou à final contra Federer. Ainda alcançou as quartas de final no US Open, chegou à quatro semifinais, além de vencer o torneio de Bástad.

Em 2010, Soderling segue em boa fase. Já conquistou um título, no torneio de Rotterdam, chegou à final em Barcelona e esteve nas semifinais dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami. Apesar dos bons resultados, sofreu algumas derrotas bizarras como na 1a rodada do Australian Open para Marcel Granollers.
Mas de fato o sueco está virando especialista em eliminar favoritos em Roland Garros. Qual será a próxima que ele irá aprontar?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exterminadores de Recordes

Fazia exatamente um ano que o mundo não via a maior rivalidade do tênis atual e uma das maiores de todos os tempos em ação. Foi justamente no Masters 1000 de Madri de 2009 que Federer e Nadal se enfrentaram pela última vez.

De lá pra cá, vimos Federer quebrar o recorde de maior vencedor de Grand Slams e ainda abrir vantagem sobre Sampras. Mas dessa vez quem poderia estabelecer uma nova marca era Nadal. Seu objetivo era deixar Andre Agassi para trás e se tornar o maior vencedor de Masters 1000 da história. Ele começou o ano com 15 títulos, dois atrás de Agassi. Com os títulos em Monte Carlo e Roma, o espanhol empatou com o americano. Mas para colocar o nome na história, Nadal teria que derrotar seu grande adversário. O mesmo que o havia derrotado um ano atrás.

O jogo foi equilibrado, mas não foi aquilo que todos esperavam. Ambos os tenistas pareciam tensos. Mais erros do que o normal e menos pontos mirabolantes do que de costume. Mas ainda assim foi melhor do que boa parte dos jogos que vemos no tour. Vimos um Nadal agressivo, puxando top spins tão altos e fundos que impediam Federer de jogar em cima da linha de base. Em muitos momentos o suíço estava quatro, cinco passos atrás, o que é algo extremamente raro e o incomoda bastante. Federer teve suas chances, conseguiu quebrar o serviço de Nadal três vezes, e teve a chance de quebrar outras tantas, mas por quatro vezes permitiu que Nadal o quebrasse de volta. Federer abusou das deixadinhas, um golpe arriscado por natureza, ainda mais contra um jogador tão veloz como Nadal, mas mesmo assim Federer obteve sucesso.

No fim das contas, o Rei do Saibro manteve seu reinado e ainda o ampliou. Não só passou a ser o maior vencedor de Masters 1000, como se tornou o único jogador na história a vencer os três Masters 1000 no saibro (Monte Carlo, Roma e Madri) na mesma temporada. De quebra Rafa reassumiu a 2a posição no ranking que vinha sendo ocupada por Novak Djoko
vic. Isso garante Federer e Nadal em chaves diferentes em Roland Garros daqui uma semana, possibilitando o 22o encontro entre os dois numa eventual final.

Com essa vitória, Nadal acumula 15 vitórias no saibro esse ano e apenas dois sets perdidos. Jogando apenas torneios selecionados e sendo mais objetivo em seus jogos, Nadal chega sem grandes desgastes a Rolando Garros e é sem dúvida o grande favorito. Se vencer, poderá completar o que os europeus estão chamando de Clay Slam, conquista dos quatro torneios mais importantes do saibro no mesmo ano.

Federer por sua vez teve um começo difícil no saibro. Não jogou em Monte Carlo, perdeu na primeira rodada em Roma e em Estoril, torneio sem grandes nomes onde ele era o favorito absoluto, foi surpreendido
na semifinal por Albert Montañes, um jogador apenas mediano. Madri foi um bom teste e importante para sua evolução. Devolveu a derrota para o talentoso e confiante Ernest Gulbis, bateu David Ferrer que é o jogador que mais venceu no saibro esse ano e fez jogo duro com Nadal na final.

Em Roland Garros, Federer terá uma pressão extra para lidar. Se o suíço perder antes da semifinal e Nadal for campeão, o posto de número 1 do ranking volta a ser do espanhol e Federer não conseguirá ultrapassar Sampras como o jogador que mais tempo permaneceu na liderança do ranking. Fe
derer está a três semanas de quebrar o recorde que é de 286 semanas. No mínino, ao final de Roland Garros ele irá empatar o recorde, mas para quebrá-lo, precisa chegar pelo menos à semifinal. Será que teremos mais um recorde batido?

Deixo três perguntas no ar: Quantos títulos de Masters 1000 Rafael Nadal terá ao final de su
a carreira (lembrando que Rafa tem 18 títulos e apenas 23 anos. Agassi ganhou seu 17o título de Masters 1000 com 34 anos)? Roger Federer irá quebrar o recorde de Sampras ao final de Roland Garros? E, quem será o campeão no Grand Slam francês?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Um pouco mais sobre Federer!

Para os fãs e admiradores de Roger Federer, vale a pena dar uma olhada nesse vídeo feito pela ATP sobre o campeão. Nele, alguns jogadores como Pete Sampras, Stefan Edberg, Marat Safin, Tommy Haas e Fernando Gonzalez dão seus depoimentos sobre as habilidades de Federer dentro de um quadras, a admiração de todos pelo seu jogo e a expectativa de tê-lo definitivamente como o melhor de toda a história do tênis.



Federer também comenta um pouco sobre seu início na Suíça, os sacrifícios que foram feitos para que ele se tornasse o jogador que é hoje, admirado não só pelos fãs, mas pelos colegas de profissão que reconhecem sua supremacia.

Imagino o que vai sair de documentários, livros, reportagem quando Federer se aposentar!

domingo, 14 de março de 2010

Vergonhoso!

Numa partida que tinha tudo para ser uma grande festa reunindo quatro dos maiores tenistas da história, dois deles resolveram lavar a roupa suja. No segundo Hit for Haiti, o evento organizado com o intuito de arrecadar fundos para reconstrução do país caribenho atingiu o objetivo, mas passou por um momento inesperado e vergonhoso.

Os ídolos norte americanos Pete Sampras e Andre Agassi resolveram trocar farpas durante a partida deixando Roger Federer e Rafael Nadal constrangidos. Sampras fez parceria com Federer e Agassi com Nadal.

Quando Sampras sacava em 4/4, Agassi que já estava com a língua afiada, resolveu cutucar Sampras dizendo que ele sempre tinha que levar coisas a sério. O sempre focado Sampras resolveu descontrair, imitando a passada de pinguim de Agassi e arrancando gargalhadas do público. Agassi devolveu a brincadeira, mas não imitando algum trejeito de Sampras, mas sim dizendo que ele é mão de vaca (história que ele conta em sua autobiografia). A partir daí o bate boca continuou por um momento, e acabou quando Pete disse que Andre estava levando para o lado pessoal e Agassi retrucou dizendo que não era pessoal pois todos já sabiam.



A situação ficou tão desagradável que até mesmo Nadal teve que pedir à Agassi para maneirar. No final, a parceria formada pelos dois maiores vencedores de Grand Slam da história levou a melhor e venceu por 8/6.

Eu já comprei o livro do Agassi, mas ainda não li. Estou na metade do livro do Sampras, mas infelizmente sem muito tempo para acabar. Mas pelos comentários e histórias que li sobre o livro, fiquei muito decepcionado com Agassi e confesso que depois desse episódio, fiquei ainda mais. Ao final da partida, Sampras tentou botar panos quentes, mas Agassi nem deu bola e não retornou o elogio.

Vendo isso, aprecio ainda mais o caráter dos dois maiores ídolos do tênis atual, Federer e Nadal. Com uma rivalidade muito mais saudável, os dois se mostram cada vez mais como exemplos a serem seguidos.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Duelo dos Sonhos!

Que tal juntar 44 títulos de Grand Slam em uma só quadra? Que tal juntar Pete Sampras, Andre Agassi, Roger Federer e Rafael Nadal em um jogo de duplas?

Pois isso acontecerá no dia 12 de março durante o Masters 1000 de Indian Wells, e tudo por uma causa nobre. Depois do sucesso da brincadeira exibição feita pelas estrelas do tênis no Australian Open, os organizadores de Indian Wells resolveram organizar o segundo Hit for Haiti. O evento pretende arrecadar US$1 milhão que serão doados a Cruz Vermelha para ajudar na reconstrução da ilha caribenha.

Esse é o tipo do evento que todos ganham e repito, deveria ser feito com muito mais frequência, afinal das contas, tem sempre pessoas e países precisando de ajuda.

Só para se ter uma idéia da grandeza do evento, nessa quadra teremos um total de US$157 milhões em premiação somando os quatro jogadores, 222 títulos de ATP, sendo 44 Grand Slams. São 2729 vitórias e 751 derrotas, um aproveitamento de 72%. São 704 semanas na liderança do ranking ou mais de 13 anos. Considerando que esses números ainda estão crescendo já que dois desses gênios ainda estão em atividade.





Pete Sampras

Andre Agassi

Roger Federer

Rafael Nadal

Premiação

US$ 43 mi

US$ 31 mi

US$ 55 mi

US$ 27 mi

Títulos

64

60

62

36

Grand Slams

14

8

16

6

Vitórias

762

870

688

409

Derrotas

222

274

162

93

Aproveitamento

71%

68%

76%

77%

Semanas como #1

286

271

101

46


Que o evento será belíssimo não resto dúvida, só uma coisa que me deixa curioso... quais serão as duplas? Velha geração contra nova geração? Sampras e Federer contra Agassi e Nadal? Ou Sampras e Nadal contra Agassi e Federer?

Qual formação vocês gostariam de ver jogar? Eu acho que deveriam fazer o "Rei da Quadra", todos jogam com todos pra ver quem no fim ganhou mais.

Off the Court!

Enquanto a maioria dos tenistas está suando suas camisas nos torneios que estão rolando nas últimas semanas, os dois principais tenistas da atualidade que não participaram de nenhuma competição desde o primeiro Grand Slam do ano, gastam o tempo de maneiras diferentes.

Roger Federer sem dúvida nenhuma deve estar curtindo a família e treinando. Mas ele arrumou tempo para fazer uma visita à Etiópia e conhecer as duas escolas e 700 crianças que sua fundação ajuda.



Já Rafael Nadal que está se recuperando de lesão no joelho, resolveu participar do novo clipe da cantora Shakira. Amigos há algum tempo, os dois aparecem em cenas românticas nos 30 segundos do teaser que está na internet. Confesso que dei muita risada ao ver Nadal com aquele jeito de enfezado fazendo papel romântico em um clipe. Obviamente os rumores de um caso já brotaram por todas as partes, mas ambos negam.



Quando o clipe for lançado por completo, prometo colocá-lo no blog!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dois Gênios, um Grande Momento!

Gostaria de dividir com vocês uma foto que vi semana passada durante o Australian Open e pra mim é uma das mais incríveis do tênis. Talvez não a foto em si, mas o momento foi um dos mais incríveis.

Nessa foto vemos a chave do Australian Open de 2010 colocada em algum lugar de Melbourne Park, com a foto da premiação da final de 2009 no meio e o imortalizado abraço de Nadal em seu fragilizado rival, Federer.

Estava aqui tentando entender o porque esse momento me marcou tanto mesmo depois de passado um ano do acontecimento. Minha cabeça se confunde em meio a tantas explicações que surgem. Mas talvez a explicação seja simples.

Vejo dois atletas fora do comum, que se matam a cada partida, produzem batalhas épicas, pontos espetaculares que são disputados como se fossem os últimos de suas vidas. Uma rivalidade que eu não me arrisco a dizer que é a maior da história, mas sem dúvida é uma das maiores. Mas que ao mesmo tempo em que o arbitro de cadeira diz: "Game, set, match" parece que aquela rivalidade se desfaz, e ambos entendem a grandeza um do outro, a importância que cada um tem para a carreira do outro. Fica claro o carinho, respeito e a admiração dessa relação. Dois campeões, espíritos de guerreiros que sabem que aquele é O Momento, mas que em breve virará história com suas aposentadorias, e que será muito melhor relembrá-los juntos, como bons amigos que por alguns anos encantaram bilhões com suas jogadas plásticas, encheram os olhos do público com seus jogos, fizeram o mundo explodir em aplausos e assobios a cada winner e que acima de tudo ensinaram e deixaram exemplos de vida a serem seguidos e mostram que por trás desses gênios, frios nos momentos mais difíceis de uma partida, são apenas seres humanos no final das contas.




O tênis não poderia estar mais bem representado, não só dentro, como também fora das quadras, nos bastidores. Portanto gostaria de agradecer e parabenizar Roger Federer e Rafael Nadal por esse exemplo. Que possamos vê-los em ação por muito tempo e que um dia possa fazer esse agradecimento pessoalmente!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Novo ano, velhos resultados!

Chega ao fim mais um Australian Open. Apesar de amar Grand Slams e sentir um vazio quando eles acabam, preciso confessar que estou aliviado. Minhas noites de sono voltaram ao normal, sem tv e computador ligado. Australian Open é um torneio fantástico, mas o fuso horário mata!

Sai ano, entra ano, os torneios se repetem e os campeões também. Essa foi a história do primeiro Grand Slam da temporada 2010.

No feminino, a campeã de 2009 defendeu seu título no confronto mais esperado do ano. Serena Williams conquistou seu 12o título de Grand Slam, empatando com Billy Jean King e se tornou a maior vencedora do Australian Open ao derrotar a belga ex-número 1 do mundo, Justine Henin. Todos estavam ansiosos para ver como Henin atuaria depois de 20 meses longe das quadras. Ela não decepcionou. Teve de passar por boas jogadoras para chegar à final, mas quando se tem Serena do outro lado, é preciso dar um passo a mais. Foi ai que vimos e sentimos que ela ainda precisa de ritmo de jogo. Com erros em momentos importantes, saque deixando-a na mão, Serena não perdoou. Eu esperava mais do jogo em si, achei que houve muitas quebras de serviço e não porque as devoluções estavam espetaculares, mas porque não estavam sacando tão bem. Também esperava mais belas jogadas. Acredito que um novo duelo entre as duas daqui uns meses quando Henin estiver mais preparada, fará com que tenhamos um jogo de melhor qualidade e mais disputado.

O fato de a Henin ter ido à final de Grand Slam logo em seu retorno, mostrou mais uma vez que o tênis feminino realmente não está em boa fase. Não desmerecendo a belga, mas isso não é algo que deva acontecer e duvido que isso aconteceria no masculino!

Entre os homens, a esperança britânica, Andy Murray, não conseguiu tirar seu país da fila de 73 anos sem títulos de Grand Slam. Estranha essa estatística, considerando a tradição dos britânicos no tênis e pelo fato de terem o torneio mais importante do calendário, Wimbledon. Murray chegou muito credenciado a essa final. Apresentando um tênis de altíssima qualidade ao longo da semana, a esperança em torno dele cresceu muito. Mas também, para acabar com esse jejum justamente diante de Roger Federer é preciso mais!

O jogo começou morno, com muitas trocas de bola, mas ninguém se arriscando muito. Federer começou errando suas primeiras tentativas de partir para cima, mas logo ganhou confiança e foi isso que fez a partir de então. Murray parecia nervoso e apenas no terceiro set começou a jogar taticamente correto. Passou a atacar mais, buscar os pontos, mexer Federer de um lado para o outro, impedindo que o suíço o atacasse de maneira confortável. Seu saque também melhorou. Chegou a sacar para fechar o set com uma quebra na frente. Mas são nesses momentos que ser Federer faz a diferença. Federer devolveu a quebra e levou para o desempate. O tie-break foi emocionante e disputado, Murray teve muitas chances de fechar o 3o set, mas desperdiçou. Federer resolveu tomar a iniciativa, e quando o fez, fechou o jogo em 6/3 6/4 7/6(11).

Na premiação, mais uma vez as lágrimas escorreram dos olhos do vice campeão. Pelo discurso embargado de Murray pudemos perceber o peso que ele carregava em suas costas, ao pedir desculpas aos britânicos por não conseguir ganhar esse título para eles.

Assim como Federer disse na premiação que Murray é muito bom para não ganhar um Grand Slam, também acredito que a hora dele chegará e creio que não irá demorar, mas seria mais fácil se ele conseguisse jogar pra ele apenas e não por toda uma nação.

Federer chegou ao seu 16o título de Grand Slam, e ao seu 4o Australian Open, primeiro como pai. Alguns dizem que já estão cansados de ver apenas Federer vencendo, mas sinceramente, ver o suíço jogar é muito bom. É uma aula de técnica, de tática, de movimentação, de comportamento e atitude. Depois da pressão que sentia o ano passado ao perder para Nadal na final, vemos um Federer muito mais tranquilo após suas conquistas em Roland Garros e Wimbledon. Espero conseguir vê-lo jogar ao vivo em um grande torneio antes que se aposente!

Queria aproveitar para parabenizar Tiago Fernandes pela brilhante conquista do Australian Open na chave juvenil. É a primeira vez que um brasileiro ganha um Grand Slam nessa categoria. Uma conquista que sem dúvida anima a todos. Obviamente as comparações já começaram, mas acho que elas são erradas e não deveriam ser feitas. Potencial sem dúvida ele tem, mas no tênis existem dezenas de variáveis que podem afetar a carreira de um jogador e podem fazer com que ele dê certo ou não. É muito cedo ainda. Gosto da cautela que Larri Passos, seu treinador, está tomando para que ele não dê um passo maior que perna. Sem dúvida Tiago está em boas mãos.

Bom, o torneio acabou, mas algumas perguntas ficam desse primeiro Grand Slam: Nadal conseguirá fazer uma temporada sem contusões? Quanto tempo seu corpo irá aguentar? (Ele que ficará fora dos Top 3 pela primeira vez desde 2005). Tenistas como Sharapova, Ivanovic, Jankovic e companhia, começarão a jogar tênis ou passarão a temporada toda preocupadas com marketing, vestidos e brincos? Que posição no ranking as belgas Clijsters e Henin alcançarão nessa temporada? Quantos Grand Slams Federer ainda irá conquistar até o fim de sua carreira? (Essa última pergunta está na enquete do blog).

Dê sua opinião sobre as perguntas acima! Escreva seu comentário e vote na enquete!

See you next year mate!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Façam suas opostas!

Em sua grande maioria, finais de Grand Slam são sempre promessas de grandes jogos, afinal de contas, normalmente envolvem grandes nomes. Será assim no feminino entre Serena e Henin e será assim no masculino.

Um finalista nós já sabíamos, tinha saído ontem na vitória de Murray sobre Cilic. Hoje ficamos sabendo o outro, Roger Federer, que já era de se esperar. A surpresa foi a forma com que o suíço venceu Tsonga, que praticamente nem entrou em quadra e levou fáceis 6/2 6/3 6/2, em menos de 90 minutos de partida. Um treino de luxo às vésperas da decisão.

Como será difícil prever um vencedor para essa final. Federer está indo para sua 22a final de Grand Slam (recorde) e busca seu 16o título (também recorde). Já o britânico está indo para sua segunda final (a primeira perdeu para Federer no US Open em 2008) e busca seu primeiro título. Em termos de experiência, ponto para o suíço.

Mas a questão é que Andy Murray evoluiu muito desde então. Ele parece estar mais rápido e ágil em quadra, todas suas partidas são recheadas de bolas mágicas e winners feitos de jogadas praticamente impossíveis. O jogador estritamente devolvedor e contra-atacador está abrindo espaço para um jogador mais agressivo que também busca controlar os pontos. Isso abre o leque de possibilidades de variações táticas, algo que ele tem feito com maestria. Deixadinhas, subidas a rede, lobs, saques bem colocados fazem parte desse arsenal de variação.

A questão é que do outro lado temos um jogador que sabe fazer isso tudo há muito tempo e por isso conquistou e quebrou quase todos os recordes. Federer melhorou de produção a cada jogo ao longo do torneio. Devolveu as duas derrotas seguidas ao russo Nikolay Davydenko, jogador que entrou no torneio como o homem a ser batido. Perdeu apenas dois sets até aqui.

Murray também fez uma campanha para não deixar nenhuma dúvida da fase em que se encontra. O único set perdido veio contra Cilic na semifinal.

É claro que no tênis, temos aqueles dias que tudo dá certo ou tudo dá errado, Clijsters que o diga. Mas considerando um jogo em que os dois estejam em condições normais de temperatura e pressão, acredito que o confronto será decidido na cabeça. Isso porque todo o resto está muito similar. Tecnicamente e fisicamente, pouco muda entre os dois. Ambos são inteligentes, mas quem lidará melhor com a pressão? Essa em minha opinião é a pergunta que vai decidir a partida.

Como já disse antes, Federer é um campeão, e como tal, quer vencer a qualquer custo, não importa quantos Grand Slams ele já tem em sua prateleira. Mas de qualquer forma, ele não tem mais o que provar à ninguém. Do outro lado da quadra temos um jogador que quer provar que pode ser um vencedor de torneios grandes. Além de carregar a esperança de toda a Grã-Bretanha de ter um grande vencedor e o número 1 do mundo. E isso não é pouco dentro da cabeça de um jogador.

Acho que a hora de Murray não vai demorar a chegar, mas não creio que será dessa vez. Meu palpite para essa final vai para Federer.

E você, qual o palpite e opinião sobre a primeira final de Grand Slam do ano? Lembrando que a Austrália também costuma ser palco para novos campeões em Grand Slams.