quinta-feira, 13 de maio de 2010

Caminho das Índias

Após vitória tranquila sobre o Uruguai no último final de semana pelo Zonal Americano da Copa Davis, o Brasil agora vai ao 2o país mais populoso do mundo enfrentar a Índia.

O sorteio foi bom para o Brasil. Das possibilidades que tínhamos, em teoria, a Índia é um dos mais fracos. O indiano mais bem ranqueado é Somdev Devverman, #109 do mundo. Apesar de já ter 25 anos, Devverman se tornou profissional apenas em 2008 após ter se formado pela Universidade da Virginia, nos EUA. Ele foi duas vezes campeão universitário, sendo que uma das vezes ganhou de John Isner que era jogador da Georgia. A
té hoje o indiano nunca ganhou um partida da Davis, somando três derrotas.

O jogador número dois do time indiano é uma incógnita. Na partida pelo Grupo Mundial ano passado contra a Rússia, a Índia contou com Rohan Bopanna, que é apenas o 8o melhor jogador da Índia em termos de ranking, ocupando o 490o lugar. De qualquer maneira, o 2o melhor ranqueado é apenas o 266o do mundo.

Mas a força da Índia está mesmo em sua dupla. Leander Paes e Mahesh Bhupathi, 6o e 7o do ranking respectivamente. Paes já conquistou 43 títulos de duplas, sendo 23 d
eles com Bhupathi e esteve em 30 finais. Bhupathi já foi campeão de duplas 45 vezes e esteve em outras 35 finais. Em confrontos da Davis, a parceria rendeu 24 vitórias e apenas duas derrotas. Ambos já são veteranos e estão na casa dos seus 37 anos, mas os dois estão em forma e ainda conquistando títulos importantes.

Jogar fora de casa, com torcida contra e provavelmente num piso de grama, não será uma tarefa fácil. A dupla brasileira formada por Marcelo Melo e Bruno Soares é excelente, mas terá uma missão duríssima contra Paes e Bhupathi. Precisarão de
entrosamento e que Melo acerte as mudanças que está fazendo em seu saque. O Brasil conta mesmo com que Bellucci garanta seus dois pontos para tentar buscar o terceiro em algum dos outros jogos.

Não acho que será fácil como ouvi algumas pessoas falando, mas acho que é bastante possível. Vamos repetir a dose de 1991 quando o Brasil derrotou a Índia no Clube Pinheiros, em São Paulo. Naquela época, o Brasil foi representado por Jaime Oncins, Luiz Mattar, Nelson Aerts e Fernando Roese. Vencemos por 4-1 e nossa única derrota foi nas duplas, justamente contra Leander Paes.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Semana de Recordes?

O mundo começa a semana com a possibilidade de ver dois recordes do tênis serem quebrados. E a pessoa que poderá colocar o nome na história, mais uma vez, é o espanhol Rafael Nadal.

Se o Rei do Saibro vencer o Masters 1000 de Madri, ele se tornará o maior vencedor da história em torneios da série Masters. Série essa que já foi chamada de Super 9 na época que eu era criança, depois passou a ser Masters Series e agora se chama Masters 1000.

Atualmente ele está empatado com Andre Agassi com 17 títulos. A quebra do recorde pode vir apenas duas semanas depois dele ter alcançado a marca do americano quando venceu o Masters 1000 de Roma.

O outro feito que pode ser conquistado com a vitória em Madri é a conquista do que podemos chamar da Tríplice Coroa do Saibro. Ele seria o primeiro jogador da história a vencer os três Masters 1000 disputados no saibro no mesmo ano, Monte Carlo, Roma e Madri (que até 2008 era disputado em Hamburgo e Madri era jogado em quadra indoor no 2o semestre e que atualmente é Xangai). Nadal já teve essa oportunidade em 2005, 2006, 2007, 2009 e tem novamente esse ano.

No único ano em que ele conseguiu a vitória em Hamburgo/Madri (terceiro torneio no saibro), ele não conquistou Roma, perdendo na segunda rodada para Juan Carlos Ferrero.

Ano passado, Rafa chegou exausto a final contra Federer após uma vitória espetacular sobre Djokovic na semifinal que teve duração recorde de 4h05m. Esse ano Nadal deve chegar mais descansado, pois deixou de jogar em Barcelona, onde foi campeão de 2005 a 2009, para descansar. Ele jogou apenas os torneios de Masters 1000, tendo uma semana de descanso entre eles.

Será que teremos quebras de recorde essa semana? Espero que sim, O Touro merece!

Passeio na Davis

Fazia muitos anos que eu não ia a um confronto da Davis. Estou tentando me lembrar e se não me engano o último foi entre Brasil e Áustria em 96, onde houve toda aquela confusão com Thomas Muster. Lembram? Faz tempo mesmo hein?!

Brasil e Uruguai que aconteceu no último final de semana com certeza não foi um confronto tão disputado, intenso e turbulento. Muito pelo contrário, a fraca equipe Uruguaia, veio para o Brasil sem seu principal jogador, Pablo Cuevas, e trouxe a impressão de que estavam aqui apenas para cumprir tabela. Apenas uma tragédia apocalíptica poderia tirar essa vitória do Brasil.

O Uruguai possui apenas cinco jogadores no ranking da ATP. Pablo Cuevas, número 57, resolveu jogar o ATP 250 de Estoril e deixou a bomba para Marcel Felder, 267o do ranking, seu irmão Martin Cuevas, 853o do ranking e Ariel Behar, apenas 1131o.

Além de contar com Thomaz Bellucci, o Brasil ainda teve Marcos Daniel na simples e a forte dupla Marcelo Melo e Bruno Soares. Os jogos foram tranquilos, sem sustos e também sem grande beleza. O público compareceu à bela Bauru e agitou as arquibancadas.

Agora, o Brasil aguarda para saber qual será seu adversário nos Playoffs (repescagem) para o Grupo Mundial. As opções são: Suíça, Israel, Equador, EUA, Alemanha, Suécia, Austrália ou Índia.

Contra a Suíça, o confronto seria disputado no Brasil. Nessa situação, saltam aos olhos a possibilidade de ter Roger Federer jogando em terras tupiniquins, o que seria maravilhoso para o público, mas não muito em termos de resultado. Afinal, além de Federer, a Suíça possui Stanislas Wawrinka.

No caso de Israel iriamos para o sorteio para definir a sede. O Brasil teria boas chances de vencê-los independente do lugar.

Todos os outros confrontos seriam em terras estrangeiras. A verdade é que nenhum dos adversário brasileiros passa por um excelente momento. Equador seria a melhor opção apesar da derrota no ano passado. Alemanha já não é a potência de outrora, apenas de possuir nove jogadores entre os 100 melhores do mundo. A Suécia conta apenas com Robin Soderling, mas é um jogador forte o suficiente para carregar um time. A Austrália, 2a maior vencedora de títulos da Davis, conta principalmente com o já decadente, porém ainda perigoso Hewitt. A Índia não possui nenhum jogador entre os 100 do mundo, mas conta com uma dupla fortíssima. O EUA é possivelmente o adversário mais complicado. Além de Andy Roddick, possui Sam Querrey e John Isner que estão em forte ascensão.

A questão é que contra todos esses adversários teríamos que contar com as vitórias de Bellucci e com uma bela atuação de Melo e Soares nas duplas. Outro problema é que nos confrontos fora do Brasil o piso escolhido, dificilmente será o saibro.

A tarefa é complicada, porém não impossível. O próximo confronto acontece apenas em Setembro. Até lá Bellucci estará ainda mais experiente, terá jogado mais jogos contra grandes nomes, em grandes torneios e estará mais acostumado com a pressão. A dupla Melo e Soares estará mais entrosada. Acredito que podemos surpreender.

4o ENCONTRO NACIONAL DE TÊNIS

Durante a Copa Davis em Bauru, a CBT promoveu mais uma capacitação para profissionais da área, principalmente treinadores. O excelente trabalho que vem sendo feito por Cesar Kist e toda a equipe da capacitação reuniu inúmeros treinadores antes e após os jogos da Davis. Ao todo foram 12 palestras que trataram dos mais diversos assuntos, desde assuntos técnicos até administrativos.

Oito pessoas do Play Tennis estiveram presentes. Glauco, Adriano, Alann, Martim, Douglas, Daniel, Fabinho e eu.

domingo, 2 de maio de 2010

País do Saibro

Quem vê os espanhóis jogando no saibro imagina que na Espanha não existe nenhuma outra superfície a não ser saibro. As ruas são de saibro, não existe asfalto. Nos parque, não há grama, apenas saibro. O piso das casas e escritórios são todos feitos de saibro. Lá as pessoas não andam e param normalmente como em outros lugares do mundo, elas correm e param escorregando.

Até o momento foram disputados nove torneios no saibro, seis deles foram vencidos por espanhóis, sendo que quatro com final entre dois espanhóis.

Juan Carlos Ferrero foi campeão do ATP 250 da Costa do Sauípe, campeão do ATP 250 de Buenos Aires e vice campeão ATP 500 Acapulco. David Ferrer perdeu na final para Ferrero em Buenos Aires, mas deu o troco no ATP 500 de Acapulco. Essa semana ele chegou a sua primeira final de Masters 1000 em Roma, mas perdeu para o Rei do Saibro.

Rafael Nadal também conquistou o Masters 1000 de Monte Carlo com uma atuação impecável, foi campeão sem perder um set sequer. Ele massacrou na final seu compatriota Fernando Verdasco. Verdasco por sua vez se redimiu, aproveitou a ausência de Nadal e conquistou o ATP 500 de Barcelona na semana seguinte.

Com o título em Roma, Nadal iguala a marca de Andre Agassi com 17 triunfos em Masters 1000, deixando para traz Roger Federer com 16.

Tirando Nadal que até o momento no ano está com 10 vitórias e nenhuma derrota no saibro, outro grande destaque que vem chamando a atenção é Fernando Verdasco. Foram 15 vitórias e apenas três derrotas. Um título, uma final, uma semifinal e uma quartas de final. Isso sem contar o desempenho nas quadras rápidas.

Seria injusto não falar da campanha de David Ferrer no saibro. Com 23 vitórias no saibro (incluindo 2 jogos na Davis) e apenas 4 derrotas. Isso representa um título, dois vices e duas semifinais.

Ainda teremos 13 torneios na terra batida até o final da temporada, incluindo um Masters 1000 (Madrid) e Roland Garros. Será que Rafa irá conquistar todos que disputar? Quantos mais ficarão nas mãos dos espanhóis?

Clínica Feminina Itaim

Na última sexta-feira, dia 30 de abril, foi realizada mais uma Clínica Feminina, dessa vez no Play Tennis do Itaim. Glauco, Alan, Júlio e Marcelinho ministraram a clínica para 15 mulheres. Foram 3hrs de treino, seguido de almoço no Desfrutti. Confira as fotos na página do Play Tennis no Facebook.


Essa foi a penúltima Clínica Feminina do semestre. A última será realizada no Play Ten
nis de Moema, no dia 15 de maio. Diferentemente de todas as outras clínicas femininas, essa será realizada no sábado, a partir das 15hrs. A idéia é dar oportunidade também as mulheres que não conseguem comparecer às sextas-feiras.


E não se esqueçam que de 04 a 11 de Julho, o Play Tennis estará no Costão do Santinho, ministrando uma semana de clínica no melhor resort do Brasil. Se você já participou de uma de nossas clínicas em São Paulo e sabe o quanto é bom, não perca! Uma semana inteira de muito tênis, num local paradisíaco, conforto, diversão e pessoas bacanas. Entre em contato com o Costão do Santinho para mais informações.


domingo, 25 de abril de 2010

Histórias dos Tinoco!

Há pouco mais de um mês, lembramos da longa história de Garrafa no Play Tennis. Hoje lembraremos das histórias de outro antigo membro da família Play Tennis, Sidney Tinoco.

Tinoco, como é mais conhecido, chegou ao Play Tennis de Moema entre 84 e 85. Passou na mão de "inúmeros mestres", como ele os chama. Só para citar alguns, Cesar Pestana, Cícero, Sergio Acunã, Marcos Matar, Osni, Fabinho, Frank e Glauco. Alguns desses já se foram há muito tempo, mas muitos ainda estão conosco.

Tinoco também se dividia entre o tênis e o squash, no qual tinha aulas com o Nestor. Ele recorda das partidas memoráveis que teve, especialmente nas duplas. Muitas foram as vezes que se juntava à turma do Garrafa para partidas de squash.

Seu carinho e prazer em estar na academia eram tão grandes que às sextas-feiras, Tinoco chegava ao meia dia e sai apenas à noite. Tirando o café da manhã, todas as outras refeições eram feitas na Imarés, obviamente sempre intercaladas com partidas de tênis e/ou squash.

Foram justamente esses sentimentos que o fizeram a levar seus filhos Felipe e Gabriel para a prática do tênis. Ambos passaram por vários dos professores citados acima. Abaixo estão algumas histórias contadas nas palavras do próprio Tinoco:

"O Felipe não deixa passar batido as boas lembranças da época das clínicas e do patrocínio da Rainha e da M2000. Da busca pelo banquinho de madeira na cor verde que ficava no corredor que levava aos fundos dos vestiários e que era o local mais legal para assistir os jogos da quadra 2. Das empadas deliciosas da Cantina e do Frank sendo jogado o tempo todo dentro da piscina."

"O Gabriel também não deixa de recordar todos os detalhes da Imarés, não dá para escrever, pois são muitos. Não posso e não devo contar as traquinagens em relação as bolas velhas e os vidros da então fábrica abandonada que posteriormente virou agência de veículos, atrás das quadras. O Gabriel rememora que sentado no banco ao lado da quadra 02 dava para ver o escritório do Cesar. Em cima do armário uma enorme coleção de latas de bola de tênis. Destaque para o modelo preto da PZM. Latas que, em quadra, serviam como garrafas de água."

Tinoco não só participou e venceu inúmeros torneios realizados no Play Tennis, como também os patrocinou através do Grupo Muralha, empresa de segurança e serviços. Ele guarda até hoje as camisetas dos torneios Pro-Al em que participou e patrocinou.

Mas sua história não está ligada apenas ao Play Tennis de Moema. Tinoco também jogou no Play Tennis de Alphaville com Glauco Pereira e posteriormente o seguiu ao Play Tennis do Morumbi. Agora que Glauco saiu das quadras para cuidar da coordenação técnica da rede, Tinoco está jogando no Play Tennis do Brooklin.

Toda essa paixão de Tinoco e seus filhos de vez em quando vem acompanhada da seguinte frase de sua esposa/mãe: "existem outras coisas além do tênis". Ela tem razão, mas é maravilhoso ter uma família, como a família Tinoco fazendo parte e escrevendo a história do Play Tennis. Obrigado por compartilhá-las conosco. Espero que daqui alguns anos tenhamos muitas mais para contar.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Como Funciona o "Hawk Eye"?!

O tênis é um esporte muito tradicional e dificilmente suas regras são alteradas. Quando há a menção de mudar alguma coisa, é comum que isso passe por bastante debate e as opiniões com certeza serão das mais diversas.

Uma das mudanças recentes foi a introdução do "desafio" através uso do "Hawk Eye" ou "Olhos de Falcão". A regra é simples. Cada jogador tem direito a desafiar a marcação dos juízes três vezes por set. Se o jogador estiver correto, ele mantém o número de desafios que possuí. Se o jogador estiver errado, ele perde aquele desafio. Em caso de tie-break, o jogador ganha um desafio extra.

O vídeo abaixo mostra um pouco como o Hawk Eye funciona.



No momento essa é uma tecnologia cara, não permitindo que torneios pequenos possam fazer uso e nem que seja colocado em todas as quadras de um torneio grande. Logo, apenas as quadras principais, ou apenas a central dependendo do torneio, faz uso desse recurso. Jogadores top como Federer e Nadal que só jogam em quadras importantes, provavelmente jamais jogarão sem o desafio. Já os outros continuam tendo que confiar nos juízes de linha. O vídeo abaixo mostra o que os juízes de linha acharam dessa nova tecnologia.



Agora com a chegada da temporada de saibro, o Hawk Eye ficará um pouco esquecido, uma vez que em jogos no saibro não há desafios, já que a marca da bola fica estampada na quadra.

O Hawk Eye é sem dúvida uma ferramenta muito útil e interessante, pode ajudar a corrigir marcações duvidosas em momentos cruciais de uma partida e transformar todo o andamento de um jogo. Pergunto-me se um dia essa tecnologia ficará tão avançada a ponto de não ser mais necessário a participação dos juízes de linha?

domingo, 11 de abril de 2010

Lutar ou abandonar?

Nessa semana um fato bizarro aconteceu no ATP 250 de Houston. O argentino Eduardo Schwank foi multado em US$1 mil por não se esforçar na partida diante seu compatriota Juan Ignacio Chela.

Schwank abusou das deixadinhas e lobs evitando as trocas de bola de fundo de quadra. Após a partida o argentino alegou que estava com dores nas costas e não conseguia bater de fundo, por isso optou por encurtar os pontos com golpes que não o incomodariam tanto.

O livro de regras da ATP permite que a entidade multe jogadores que não se esforçarem em quadra.

Considerando que realmente Schwank estava machucado, o que é melhor, o jogador simplesmente abandonar a partida ou lutar pela vitória com as armas que tem? Há muitos casos de jogadores machucados que vão até o fim buscando aquela vitória heróica que entrará para a história. Alguns deles até alegam que não gostam de abandonar a partida, pois consideram falta de respeito com o público. Outros dizem que é melhor abandonar para não agravar a contusão, o que faz todo o sentido.

Enfim, o que vocês acham mais correto? É possível a ATP fazer esse julgamento? Abandonar ou lutar até o fim?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Bolão de Saibro!

Depois de dois torneios na quadra rápida, o circuito se volta para o saibro europeu. Se já foi difícil dar palpites em Indian Wells e Miami, imagina agora com essa troca de superfícies.

Os dois primeiros Masters 1000 do ano trouxeram muitas dificuldades para os palpiteiros do Bolão da ATP (Draw Challenge). Muitas foram as surpresas que nos deixaram sem nossos favoritos para as rodadas finais.

Se deram bem os que arriscaram. Como foi o caso do Grisi que disparou na liderança do grupo do Play Tennis nas duas últimas rodadas, uma vez que colocou Roddick como campeão de Miami. A maioria havia apostado em Nadal e Federer na final. Grisi que não participou de Indian Wells terminou Miami com 130 pontos ficando em 883o lugar. O primeiro colocado geral em Miami fez 173 pontos, muito mais que os 130 do campeão em Indian Wells.

CrisPlayTennis também é destaque. Além de ter feito 115 pontos em Miami, ele agora soma 191 pontos no geral do circuito e está rondando entre os 1.200 primeiros colocados. O que é excelente considerando que até o momento temos mais de 20 mil participantes.

O grupo do Play Tennis cresceu para 20 participantes. Mais uma vez todos que entraram estão adorando e se divertindo muito. Assistir os torneios ganha um novo sentido.

Essa semana estamos de folga, mas ela dura apenas até sábado, dia 10, quando a chave para o Masters 1000 de Monte Carlo será liberada para os palpites. Será que Nadal está realmente bom do joelho e vai se manter como Rei do Saibro? Será que Roddick, Berdych, Soderling irão manter o mesmo bom desempenho das quadras rápidas?

Inscreva-se no Site Oficial do Draw Challenge e dê seus palpites. Se tiver alguma dúvida de como funciona, veja matéria "Bolão da ATP", onde possui todas as informações básicas de como participar.

O Poder da Transformação!

O segundo Masters 1000 da temporada, realizado semana passada em Miami teve suas surpresas, mas me parece que seguiu um curso um pouco mais normal do que Indian Wells.

Hoje não falarei de Federer, Nadal, Murray ou Djokovic. As luzes ficaram apenas naquele que tem sido o destacado da temporada.

Eu confesso que nunca fui grande fã de Andy Roddick. Talvez minha bronca venha desde o tempo em que ele estreou no profissional. Quem lembra daquele Roddick marrento, brigão, chato, reclamão, nojentinho, mal educado? Eu lembro bem, e muitas vezes culpava seu técnico na época (acho que o nome dele era Tarik Benhabiles) por quem eu também compartilhava os mesmos sentimentos ao ver suas atitudes no players box durante as partidas.

Por anos sempre torci contra o americano, até que minha percepção começou a mudar na final de Wimbledon ano passado, quando ele fez aquela memorável partida contra Federer. Ali ele mostrou amadurecimento, não só como jogador, mas como pessoa. Durante toda a partida ele foi um gentleman, um guerreiro educado.

Assistindo algumas de suas partidas esse ano, pudemos notar que ele é um jogador diferente. O seu sempre potente saque se tornou mais colocado, mais eficiente. Seus golpes de fundo não saem todos a 300km/h, sem direção e objetivo como antigamente. Roddick está mais paciente, sabe trocar bola, colocá-la na quadra, angular e abrir espaço. No jogo contra Nadal, achei Andy paciente demais, demorou a tomar ação no jogo, mas uma hora ele percebeu, e teve recursos para mudar e virar a partida. Roddick sempre foi um bom jogador, não é a toa que chegou a #1 do mundo, mas agora me parece que ele está mais consciente. Ele possui mais recursos e sabe como usá-los.

O resultado dessa evolução está sendo mostrado a cada torneio. Andy é o jogador mais consistente do ano. Conquistou dois títulos (Brisbane e Miami), chegou a duas finais (San Jose e Indian Wells) e a duas quartas de final (Australian Open e Memphis). Ele venceu 26 partidas e perdeu apenas quatro.

Agora entraremos na temporada de quadras de saibro. Roddick possui alguns títulos pequenos da terra batida, mas acredito que com esse novo leque de opções, ele possa vir a conquistar torneios de mais destaque nesse piso.

Nunca imaginei que ficaria feliz em ver Andy Roddick vencendo um torneio. Parabéns Andy, merecido!