terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feras no Play Tennis!

Para a maioria das pessoas, dezembro significa confraternizações, happy hours, muita comida boa, praia, sombra e água fresca. Mas para outro grupo de pessoas, final do ano significa malhação, preparação física, suor, concentração e muitas horas dentro de uma quadra de tênis. Essa é a vida dos tenistas profissionais que agora estão fazendo a pré-temporada.

O Play Tennis do Morumbi está recebendo nessa semana entre Natal e Ano Novo, quatro grandes nomes do tênis brasileiro. Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Ricardo Hocevar e Leonardo Kirche. Hoje tive a oportunidade e privilégio de acompanhar um pouco desse treinamento.

Após um bate bola de aquecimento e um rápido treino de controle de bola, Bellucci jogou uma partida com Mello e Hocevar com Kirche. Uma pausa para o almoço e a tarde mais duas horas de treinamento. Puxado, mas necessário para aguentar a longa e desgastante temporada que vem pela frente.


Conversando com o João Zwetsch, técnico do Bellucci, ele disse que o brasileiro teve 15 dias de férias total da raquete, mas já passou por duas semanas de intensa preparação física e já vem nos treinamentos de quadra desde o início de dezembro. Ambos embarcam amanhã para o outro lado do mundo, onde Bellucci jogará os torneios de Brisbane, Auckland e depois o Australian Open. Em fevereiro os dois estarão de volta para a temporada de saibro na América do Sul. Bellucci teve sua melhor temporada em 2009, vencendo seu primeiro ATP e alcançando sua melhor posição no ranking, 36o.

Conversei também com Carlos Albano, treinador de Mello, Hocevar e Kirche. Os três estarão no Aberto de São Paulo, torneio da série Challenger que começa na primeira semana de janeiro, no Parque Vila Lobos. Mello que venceu o torneio ano passado, já começa com o grande desafio de defender seus pontos. Ele é atualmente o 151o do ranking, mas já esteve entre os 50 primeiros. Hocevar jogou seus dois primeiros torneios ATP esse ano e quem sabe ano que vem entrará pela primeira vez entre os 100 melhores do ranking. Kirche venceu três torneios Futures em 2009 e conseguiu dois vices. Assim como Hocevar, alcançou seu melhor ranking ao longo do ano. Para 2010 visa jogar mais torneios Challengers e enfrentar jogadores com melhor nível técnico a fim de evoluir seu jogo.

Desejamos uma excelente temporada à todos e que possamos ver seus nomes nas manchetes, com grandes conquistas! Aproveito para agradecer a atenção do João, do Carlos e dos quatro tenistas!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Melhores da Década na ATP

O site da ATP divulgou nesse final de ano uma série de reportagens sobre a década que está se encerrando no tênis profissional. Matérias muito interessantes trouxeram os melhores jogadores, as maiores rivalidades, jogadores que bateram na porta de uma grande conquista mas a deixaram escapar, recordes e estatísticas! Vou colocar alguns desses destaques para lembrarmos um pouco do que aconteceu de importante nesses últimos anos.

Roger Federer, como não poderia deixar de ser é o grande nome da década e da história do tênis. 15 títulos de Grand Slam conquistados e 237 semanas consecutivas na liderança do ranking, dois recordes importantes. Terminou o ano na liderança do ranking cinco vezes em dez anos, nada mal.

Rafael Nadal, principal rival do suíço, foi o único a conseguir destroná-lo do topo do ranking. Rei do Saibro, Nadal conquistou 25 dos seus 36 títulos no piso, mas nem por isso podemos dizer que é um jogador de um piso só. Foi o único capaz de bater Federer na grama de Wimbledon e ainda levou o título do Australian Open na quadra de piso rápido. Dono de seis títulos de Grand Slam, o espanhol marca pela sua raça, determinação, força e poder mental dentro de quadra.

Lleyton Hewitt está um tanto esquecido nesses últimos anos, mas o australiano fez estrago no início da década com sua raça, regularidade e gritos de "come on" e merece ser lembrado. Com dois títulos de Grand Slam, e um total de 27 triunfos na carreira, foi o único jogador além de Federer a vencer o ATP Finals (antigo Masters Cup) mais de uma vez na década. É o oitavo jogador a permanecer mais tempo na liderança do ranking com 80 semanas.

Apesar de ter se aposentado em 2006 e ter vivido a maior parte de sua carreira no anos 90, Andre Agassi também está na lista dos cinco melhores. Seus feitos nessa década foram de chamar a atenção. Venceu três Australian Open (2000, 01, 03) e sete Masters 1000. Aos 33 anos, se tornou o jogador mais velho a chegar ao topo do ranking, além de terminar entre os 10 melhores do ranking da ATP todos os anos da década, até sua aposentadoria.

Eu não sei se concordo muito com essa quinta escolha, não tem um jogo, nem uma atitude que me agradam, mas ele tem lá seus méritos, estou falando de Andy Roddick. Com apenas um título de Grand Slam, 13 semanas na liderança do ranking e 27 títulos na carreira, o americano chama a atenção pela regularidade. Ele terminou entre os 10 primeiros do ranking nos últimos oito anos e venceu pelo menos um torneio por ano nos últimos nove anos.

Depois a ATP dá créditos especiais a alguns jogadores como Pete Sampras que venceu dois de seus 14 títulos de Grand Slam nessa década (Wimbledon em 2000 e US Open em 2002). Marat Safin também é lembrado com dois títulos de Grand Slam e nove semanas na liderança do ranking, o russo talvez pudesse ter sido o melhor jogador da década graças a seu enorme talento, mas que não foi usado por completo. Nosso querido Gustavo Kuerten não poderia ficar de fora, e tenho certeza estaria entre os cinco melhores não fossem as contusões (em minha opinião merecia mais do que o Roddick a quinta posição, mesmo com as contusões) que o tiraram a chance de continuar jogando em alto nível. Guga ganhou dois Roland Garros em 2000 e 2001, além de faturar o ATP Finals em 2000 ao derrotar Sampras e Agassi na semi e na final respectivamente (único jogador a conseguir tal feito). Com essa vitória assumiu o primeiro lugar do ranking, onde permaneceu por 43 semanas. Outros jogadores mencionados foram Juan Carlos Ferreiro, David Nalbandian e Nikolay Davydenko.

As rivalidades da década começam com Federer e Nadal. Foram 20 jogos, em sua maioria fantásticos (apenas seis deles foram decididos em sets diretos). Nadal levou a melhor em 13 confrontos. O espanhol fez até Federer chorar de desespero por não conseguir batê-lo. De todos os confrontos 16 deles foram jogados em finais. Apesar da rivalidade, o respeito que ambos tem um pelo outro é enorme. Em seguida temos Sampras e Agassi. Foram 34 jogos, mas apenas seis jogados nessa década. De qualquer forma, essa rivalidade era tão intensa que resolveram esticar um pouco. Sampras levou a melhor em 20 dos confrontos. Em seguida temos Nadal contra Djokovic, uma rivalidade relativamente nova, com pouco mais de três anos, mas que já rendeu 21 jogos, dentre eles o jogo mais longo da história em partidas melhor de três sets. Até o momento Nadal vence o confronto por 14 a 7. A quarta rivalidade é bem apertada. Federer contra Nalbandian. Federer tem dez vitórias contra oito do argentino. Talvez o jogo mais memorável dos dois tenha sido na final do ATP Finals de 2005 quando Nalbandian virou o jogo após estar perdendo por dois sets a zero. A última rivalidade também teve seus confrontos em sua maioria da década de 90, mas vale a pena lembrar. Agassi vs Patrick Rafter. O primeiro com uma das melhores devoluções da história e o segundo com um dos melhores jogos de saque e voleio, propiciaram duelos lindíssimos de serem assistidos. No final Agassi levou a melhor com dez vitórias, contra cinco do australiano.

Rapidamente passar por aqueles jogadores que bateram na trave, chegaram muito próximos de uma grande conquista, mas deixaram escapar. Primeiro Guillermo Coria que desperdiçou dois match points na final de Roland Garros em 2004 contra seu compatriota Gaston Gaudio, após estar vencendo por dois sets a zero. Depois temos Andy Roddick que após perder as finais de Wimbledon em 2004 e 2005 para Federer, teve sua maior chance na incrível final deste ano, mas deixou escapar novamente. Na terceira colocação temos Paul-Henry Mathieu que esteve a dois pontos de dar o título para a França na Copa Davis em 2002, após estar vencendo o quinto jogo por dois sets a zero contra Mikhail Youzhny, mas deixou que o russo se tornasse o primeiro jogador na história da competição a conseguir uma virada nessas condições. Detalhe, a final foi na França. O maior motivo deu ter colocado esse tópico foi devido a vitória de Gustavo Kuerten sobre Michael Russell na quarta rodada de Roland Garros em 2001. Guga salvou um match point no terceiro set e virou a partida, para rodadas mais tarde vencer seu terceiro título no torneio francês. Foi nessa partida que ele desenhou pela primeira vez o coração no saibro. O último foram os dois títulos perdidos por Patrick Rafter em Wimbledon em 2000 e 2001. No segundo ano ele esteve a dois pontos da vitória contra o croata Goran Ivanisevic, mas ficou só no sonho.

Quando se fala em recordes, novamente falamos de Federer que não só obteve as melhores marcas da década como bateu muitos recordes de todos os tempos no tênis. Dividindo com ele essa glória temos novamente Rafael Nadal que também estabeleceu grandes marcas e bateu alguns recordes. Eu não vou mencioná-los, pois são muitos e esse post já ficou muito maior do que eu previa, então para quem quiser dar uma olhada, eu vou colocar os dois links para essas matérias no site da ATP. Recordes e Marcas da Década e Estatísticas da Década. Vale a pena, pois eles ajudam a mostrar e provar o enorme domínio que esses dois jogadores tiveram na última década.

Se alguém lembrar de algum jogador importante da década que ficou fora da lista, alguma rivalidade que vale a pena ser lembrada ou uma conquista que passou entre os dedos, comente e nos ajude a recordar!

Agora é esperar para ver quem serão grandes nomes nos próximos dez anos. Será que já os conhecemos ou serão jogadores que ainda estão por vir?

sábado, 26 de dezembro de 2009

Reforços de Peso!

O Play Tennis estará recebendo no início de 2010 dois reforços de peso para fazer parte do seu time de professores na unidade do Morumbi. Dois grandes conhecedores do esporte, apaixonados pelo tênis, de enorme competência e experiência.

O primeiro deles é Eloy de Souza. Aos 54 anos, Eloy foi considerado por Fernando Meligeni um dos melhores treinadores do país. Como jogador conquistou títulos estaduais, nacionais e internacionais, e atualmente é hepta campeão estadual na categoria acima de 50 anos. É treinador há mais de 30 anos. Treinou jogadores como Jaime Oncins, Marcelo Saliola, Willian Kyriakos, Julio Góes, Andrea Vieira e também Thomaz Bellucci no início da carreira. Foi eleito o melhor treinador da América do Sul em 1995, no Equador. Já participou de dezenas de cursos no Brasil e no exterior com grandes nomes do tênis internacional. Da mesma forma que participou, Eloy também foi palestrante em grandes seminários como o II e IV Simpósio Internacional de Tênis. Por mais de 20 anos foi diretor técnico da Wilton Tênis. Realizou mais de 200 clínicas infanto-juvenis, femininas, masculinas coorporativas por todo o Brasil ao lado de grandes nomes do tênis brasileiro.

O segundo grande reforço é Josué Lima. Também citado por Fininho como um dos melhores treinadores do Brasil, Josué tem quase 30 anos de experiência dentro das quadras, sendo que 19 deles passou na academia Wilton Tênis. É treinador cativo de muitas clínicas que são realizadas anualmente pelo Brasil como o projeto Riviera Summer Sports, Cartoon Network, encontro Sul América no Club Med, clínicas de férias do Club Med de Itaparica, além de participar de inaugurações de muitas quadras em condomínios, parques e clubes. É membro do registro Europeu de profissionais de ensino de tênis, por dez anos foi árbitro da ATP e ITF, e ainda atua como árbitro da Federação Paulista e da Confederação.

Gostaríamos de dar boas vindas aos dois, desejar muito sucesso e dizer que é um prazer tê-los conosco! Sintam-se em casa!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Novos Equipamentos de Quadra - Parte 2!

Depois de mostrar a primeira leva de equipamentos adquiridos pelo Play Tennis para auxiliar o treinamento de quadra, vamos mostrar a segunda parte.

São três equipamentos que ajudarão professor e aluno a trabalhar aspectos específicos do jogo de cada um.


O primeiro equipamento é o "Cano/Elástico". Dois canos são entrelaçados na rede, no corredor de duplas e um elástico é esticado entre eles, elevando a altura da rede. O objetivo desse equipamento é fazer com que o jogador seja obrigado a passar a bola mais alta em relação à rede, buscando uma maior margem de segurança em seus golpes, evitando um dos erros mais comuns no jogo de tênis que é jogar a bola na rede.



O segundo equipamento é um pano escuro que é colocado sobre a rede em toda sua extensão. Esse pano impede que o jogador veja o outro lado da quadra. Com isso, ele não vê onde a bola está pingando do outro lado, logo o ajuda a ter em mente as dimensões da quadra, sem contar no principal objetivo que é trabalhar a lição mais importante do tênis, olhar a bola.



O último equipamento é o "Elástico". Esse pode ter inúmeras funções, desde aquecimento do corpo antes de um treino, passando por fortalecimento muscular e até mesmo com objetivos técnicos como correção e aprendizagem de movimentos.



Da mesma forma que os equipamentos anteriores, estes também possuem inúmeras possibilidades de exercícios. No vídeo abaixo demonstraremos alguns que podem ser feitos:



Participaram desse vídeo Glauco Pereira e Ivan Brito, obrigado!

Play Tennis Finals!

Final de ano é época de festas, reunir os amigos e confraternizar. Foi assim que oito alunos do professor Glauco Pereira finalizaram seus anos dentro da quadra. José Humberto, Luis Watanabe, Alfredo, Piero, Neto, Paulo de Tarso, Virgilio e Paulo Whitacker jogaram no dia 18 de Dezembro, no Play Tennis do Morumbi, o Play Tennis Finals, torneio nos mesmos moldes do ATP Finals, que reúne os oito melhores jogadores da ATP no ano.

Divididos e
m dois grupos de quatro jogadores, onde todos jogaram entre si dentro dos grupos, os jogadores com melhores saldos passaram para a próxima fase. Na final, José Humberto levou a melhor e venceu Luis Watanabe num set equilibrado, 7/6(4).
Fato curioso foi que Humberto, além de vencer o Play Tennis Finals, também finalizou o ano como primeiro do Ranking Play Tennis, assim como Guga fez em 2000 ao vencer o então Masters Cup e assumir a liderança do ranking da ATP naquele ano.

Foi uma sexta-feira deliciosa, onde todos se divertiram e uma excelente maneira de encerrar mais um ano de muito tênis.

Parabéns a todos os participantes.
2010 tem mais!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

15 Vezes Roger Federer

Em Julho desse ano escrevi um post em inglês sobre o 15o título de Grand Slam de Federer e uma comparação entre o suíço e Pete Sampras. Vou transcrevê-lo para o Blog do Play Tennis, afinal um feito como esse, merece ser debatido.

"Acho que a história de Federer em Grand Slams não começou apenas com seu primeiro título em 2003 no torneio de Wimbledon, mas sim dois anos antes, na mesma grama do All England Club, quando ele apareceu para o mundo após derrotar ninguém menos do que Pete Sampras, na quadra central, pela quarta rodada. Federer venceu 7/5 no quinto set. Aquele foi o único confronto entre os dois como profissionais.

Pouco sabia o mundo que aquele jovem tenista seria o jogador que anos mais tarde quebraria o recorde de títulos de Grand Slam do mesmo Sampras, novamente na grama de Wimbledon. Parece que tudo acontece naquele solo sagrado.

Depois de Wimbledon 2003, veio o Australian Open 2004, Wimbledon 2004, US Open 2004, Wimbledon 2005, US Open 2005, Australian Open 2006, Wimbledon 2006, US Open 2006, Australian Open 2007, Wimbledon 2007, US Open 2007, US Open 2008 e justamente no ano em que todos achavam que ele estava jogando "mal", frequentemente perdendo nas semifinais ou finais, ele conseguiu o Grand Slam que estava faltando em sua prateleira, Roland Garros 2009, no qual o deixou empatado com Sampras, ambos com 14 títulos. Algumas semanas depois, veio o troféu que para a maioria, encerraria a questão de quem é o melhor jogador da história.

Eu tenho minha opinião a respeito. Colocando números e estatísticas de lado, é realmente difícil dizer e não gosto de apontar o melhor, pois eles jogaram em épocas diferentes e enfrentaram adversários diferentes.

Acredito que Sampras enfrentou oponentes muito melhores durante seus anos como profissional. No começo de sua carreira, ele teve pela frente Boris Becker, Stephen Edberg e Ivan Lendl. Durante boa parte da carreira teve de enfrentar Andre Agassi, Michael Chang, Jim Courier, Goran Ivanisevic, Yevgeny Kafelnikov, Sergi Brugera, Thomas Muster, Richard Krajicek, Todd Martin, Patrick Rafter, Thomas Enqvist, Alex Corretja, Wayne Ferreira, Marcelo Rios, Gustavo Kuerten, Tim Henman, Marat Safin, Lleyton Hewitt, Juan Carlos Ferreiro, Carlos Moya, Petr Korda, Magnus Norman, e isso só para citar alguns. Sampras perdeu o posto de número 1 do mundo para dez jogadores diferentes da primeira vez que ele assumiu a posição, até sua aposentadoria. Até o momento Federer perdeu para apenas um, Rafael Nadal.

Quem são os oponentes de Federer realmente perigosos? Alguns dos jogadores que desafiaram Sampras ainda estão jogando, mas não mais no auge de suas capacidades, como Hewitt, Ferrero, Haas, Safin que se aposentou esse ano, Moya no começinho da carreira de Federer, e até mesmo Agassi que também já se aposentou. Uma vez que Federer subiu ao topo do ranking, o jogador que realmente o superou, foi Nadal. Alguns deram certo trabalho como David Nalbandian, Nikolay Davydenko, Ivan Ljubicic, Guillermo Coria que não durou muito, Fernando Gonzalez, David Ferrer, e mais recentemente Novak Djokovic, Andy Murray que tem um saldo positivo nos confrontos diretos contra Federer, 6-4, Juan Martin Del Potro que venceu as últimas duas, mas perdeu as seis primeiras, e talvez Andy Roddick que é um bom jogador, mas perdeu 19 de 21 jogos contra o suíço.

Então pergunto, como podemos comparar algo assim? O tênis de hoje, está realmente cheio de grandes nomes, jogadores excepcionais que serão lembrados tão bem quanto os que listei durante a carreira de Sampras? Ou será que Federer é realmente tão melhor que ele teria dominado o circuito mesmo jogando no período de Sampras?

Bem, acredito que ele seria fantástico em qualquer período que jogasse. Ele é talentoso, atlético, inteligente, tem todos os golpes (até mais completo tecnicamente do que Sampras), mas não creio que venceria 12 ou 11 torneios em um ano, não quebraria o recorde de Grand Slams com "tanta facilidade" como fez (Sampras levou 12 anos para ganhar seus 14 títulos, Federer o fez em metade do tempo) e também não seria número um do mundo por 237 semanas consecutivas como foi. Também acredito que se ambos tivessem jogado na mesma época, nem Sampras, nem Federer teriam 14 e 15 títulos de Grand Slam respectivamente, isso porque eles dividiriam esses títulos entre eles.

Com tudo isso dito, continuo achando que essas conquistas são fenomenais. Ele quebrou muitos recordes até o momento e têm mais alguns ainda por quebrar, mas mesmo que ele decida parar de jogar hoje, ele fez mais do que a maioria poderia sonhar. Quando Sampras se aposentou, nunca imaginei que o próximo grande jogador da história surgiria tão rapidamente.

Bom, vamos esperar e ver onde os números finais de Federer irão chegar e onde ele fixará a barra para que os futuros jogadores possam tentar superá-lo. Será que algum dia esses recordes serão quebrados? Quanto tempo irão durar? O de Sampras não durou muito, apenas sete anos.

Parabéns ao Federer. E em relação ao Sampras, digo que a realização de Federer de forma nenhuma tira o brilhantismo de sua carreira, pelo contrário, sua carreira é que fez com que a
carreira de Federer fosse ainda mais impressionante."

Aproveito que estamos falando disso para colocar um comercial feito pela Nike em celebração aos 15 títulos de Roger Federer.




terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Copa Nomminal chega ao fim no Play Tennis de Moema

Acabou nesse último final de semana a Copa Nomminal, torneio interno realizado no Play Tennis de Moema para alunos e convidados. Por mais de um mês, quase 200 jogadores suaram a camisa pelo troféu de campeão em uma das 13 categorias disputadas.

Em tardes e noites agradáveis aos finais de semanas, grandes jogos foram disputados, amizades foram feitas, risadas foram dadas, bem como momentos de nervoso após uma partida perdida, mas que logo passaram ao se juntarem ao clima festivo que havia no deck.

Assista abaixo um clip com fotos dos jogadores em ação:

Confira mais fotos do evento na galeria de fotos no site.

Lista dos Campeões e Vices:

Principiante Masc. até 35 anos: Marcos Suhai (c), Rafael Di Mitri (v)
Principiante Masc. acima 35 anos: Raul Abujamra (c), Rubens Neves (v)
Princ. Avançado Masc. até 35 anos: Juan Gemelli (c), Eduardo Curto (v)
Princ. Avançado Masc. acima 35 anos: Clóvis Kazuo (c), Marcos Hirata (v)
Intermediário até 35 anos: Christiano Gomes (c), Marcos Aoki (v)
Intermediário acima 35 anos: Edilson Ohara (c), Marcos Fernandes (v)
Avançado: Diego Morales (c), Gustavo Arribas (v)
Competição: Fabio Gonçalves (c), Alberto Chazan (v)
Juvenil: Paulo Curi (c), Eduardo Sterman (v)
Feminino A: Fernanda Zanini (c), Ruth Pupo (v)
Feminino B: Deise Souza (c), Camila Severo (v)
Duplas: Diego e Pina (c), Marcos e Eduardo (v)

Gostaria de agradecer a todos que participaram desse torneio, foi muito divertido estar com todos vocês nesse último um mês e meio. Agradeço também a Nomminal Seguros pelo patrocínio, a Anna Pegova, bem como a Companion pelo apoio. Parabéns ao Osni pela organização e a Marlene, braço direito do Osni!

Continuem treinando que em 2010 tem mais!

Os Melhores do Brasil São Premiados

Na última segunda-feira, dia 7, foi realizado em São Paulo a 1a edição do Prêmio Tênis. Idealizado pela Revista Tênis, em parceria com a CBT, o evento busca premiar os melhores do tênis no Brasil no ano de 2009. Eu e o Glauco estivemos lá para conferir!

A escolha dos vencedores das 23 categorias foi feito através de uma votação aberta na internet e por um grupo de jurados formados por Fernando Meligeni, José Nilton Dalcim, Fernando Sampaio, Chiquinho Leite Moreira, Régis Andaku e Dácio Campos.

O evento que foi transmitido ao vivo na Bandsports, teve como grande destaque, Thomaz Bellucci. Melhor brasileiro no ranking, conquistou seu primeiro torneio da ATP na Suíça, no torneio de Gstaad. Chegou ao final do ano na 36a colocação, sua melhor posição na carreira até o momento.

As categorias e os vencedores de cada uma delas foram:

Melhor Tenista Geral: Thomaz Bellucci; Melhor Tenista Masculino: Thomaz Bellucci; Melhor Tenista Feminino: Maria Fernanda Alves; Melhor Duplista Geral: Bruno Soares; Melhor Dupla Geral: André Sá e Marcelo Melo; Melhor Torneio ATP: Brasil Open; Melhor Torneio Challenger: Aberto de São Paulo; Melhor Torneio Future: Chesf Open - Recife; Melhor Torneio Exibição: Grand Champions Brasil; Melhor Torneio Juvenil Nacional: Semana Guga Kuerten; Melhor Torneio Juvenil Internacional: Copa Gerdau; Melhor Treinador: João Zwetsch; Melhor Tenista Juvenil Masculino: Guilherme Clezar; Melhor Tenista Juvenil - Feminino: Beatriz Maia; Melhor Tenista Senior Masculino: Roger Guedes; Melhor Tenista Senior Feminino: Patrícia Medrado; Melhor Tenista Cadeirante Geral: Carlos Santos; Melhor Narrador: Eusébio Resende; Melhor Comentarista: Dácio Campos; Melhor Colunista: Régis Andaku; Melhor Portal: UOL - Universo Online; Melhor Site: Tênisbrasil; Melhor Blog: Blog do Paulo Cleto.

Foram homenageados ainda os Correios, principal patrocinador da CBT, o grupo Gerdau pelos longos anos que ajuda promover o tênis com um dos principais e mais tradicionais torneios juvenis do país e a Odebrecht.

Foi um evento muito legal e uma iniciativa muito importante para homenagear aqueles que fazem o cenário do tênis nacional. Gostaria de parabenizar Christian Burgos, dono da Revista Tênis pela idéia e pela revista também, que está melhor a cada edição.

Que o tênis nacional continue a crescer e possamos ter cada vez mais concorrentes em cada categoria. Mais torneios de todos os níveis, mais atletas profissionais e juvenis se destacando, mais jornalistas cobrindo o esporte. Tem muito espaço ainda para o tênis e que esse tipo de incentivo seja cada vez mais frequente.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Guga e Larri no Na Estrada

Acabei de assistir na internet o quadro do Galvão Bueno no Esporte Espetacular, Na Estrada.

Dessa vez ele foi até Florianópolis encontrar com Gustavo Kuerten. Após um bate papo no escritório de Guga, onde foram mostrados troféus, camisetas e outras relíquias da carreira do tenista, eles se dirigiram à academia de Larri Passos em Camburiu. Lá eles lembraram de alguns momentos e se emocionaram ao contar histórias dessa jornada incrível que a dupla teve.



Vale a pena assistir!
Valeu Guga, valeu Larri! Vocês mais do que ninguém fazem falta no circuito!

Torneio Pro-Al Misto no Morumbi

No último mês, foi disputado no Play Tennis do Morumbi, um torneio Pro-Al Misto, com duplas formadas por um professor ou rebatedor e uma aluna.

Ao todo foram dez duplas onde todas jogaram entre si. As quatro duplas com melhor saldo de vitórias passavam para as semifinais. A dupla com melhor saldo enfrentava a quarta melhor e a segunda jogava contra a terceira. Todos os jogos foram disputados em sets profissionais até nove games.

Na sexta-feira dia 11 de novembro foi disputada a grande final. Martim e Paula enfrentaram Claudinho e Vera. Após uma partida muito disputada, Martim e Paula levaram a melhor vencendo por 9/7.

Mas o que vale é ver a integração das mulheres do Play Tennis do Morumbi. Cada vez mais novas integrantes entram nesse grupinho divertido. Além de torneios como esse, elas organizam comemorações de aniversário, participam de todas as clínicas femininas que são realizadas, fazem amigo secreto e sem contar que formam a torcida oficial do Xandy!

Parabéns meninas pelo torneio e obrigado pela presença de vocês na academia!
Veja mais fotos na galeria!