terça-feira, 8 de junho de 2010

Como Estamos no Bolão da ATP?

Depois de cinco torneios, o Bolão Oficial de ATP (Draw Challenge Circuit) está dando uma pausa relativamente longa até o próximo desafio.

Até agora já estiveram em jogo os Masters 1000 de Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Roma e Madri. E ainda temos quatro por vir, Toronto e Cincinnati em agosto, Xangai em outubro e Paris em novembro.

Mais de 25 mil pessoas se inscreveram, mas muitas delas ficaram de fora de um torneio ou outro. A média de participantes tem sido de 15 mil por torneio.

O grupo do Play Tennis conta com 26 participantes. O grande destaque até o momento é o CrisPlayTennis, mais conhecido como Cristian. Ele é aluno do Osni, no Play Tennis de Moema. Ele vem conseguido resultados consistentes que o levou a ocupar a 415a colocação entre os 25 mil participantes. Ele soma 588 pontos.

Eu estou em segundo do grupo, mas bem atrás na classificação apenas na 3357a posição e 531 pontos. Com três boas atuações e duas pífias. O terceiro é leofreitas (507 pontos), empatado com rafa_alcantara; em seguida vem meu pai, cpestana (506 pontos); osnijr (500 pontos); guifreitas (433 pontos); Felipeta (422 pontos); mamastripping (419 pontos) e Grisi (416 pontos). Esses são os dez primeiros. Muitos perderam o prazo de fazer os palpites em um e até dois torneios.

O objetivo agora é alcançar o líder do bolão, "ntzovolos" que está com 665 pontos. Para isso teremos que aguardar até agosto e até lá assistir muito tênis. Enquanto isso vamos participando dos bolões da Copa!

Valeu pela participação de todos. Espero conseguirmos mais participantes para a segunda metade do bolão!

domingo, 6 de junho de 2010

Humano?

A grande pergunta desse domingo é: Rafael Nadal é humano ou não? @Mauricio_m_jr afirmou através do Twitter que não. Depois do que vi nessa final de Roland Garros, começo a acreditar que ele tem razão.

Nas 2 horas e 18 minutos, tempo que durou a final, Nadal foi simplesmente perfeito. Mais sólido do que nunca, Nadal praticamente não errou. Foram apenas 16 erros não forçados contra 45 de Soderling. E não é dizer que Nadal ficou só na defensiva, ele teve 28 bolas vencedoras contra 32 do sueco. Com o foco e a atitude vencedora de sempre, Nadal voava em quadra e fazia com que Soderling tivesse que forçar cada vez mais, tivesse que acelerar a bola, buscar as linhas cada vez mais a cada ponto. Bolas que seriam vencedoras contra boa parte dos jogadores, contra Nadal eram apenas bolas comuns. Soderling hesitou várias vezes em subir a rede para finalizar os pontos, quando resolveu subir, levou passadas inacreditáveis. Quando conseguia break points, Rafa os salvava com jogadas improváveis, contra as leis da física. Ao final do 2o set era a clara a expressão de desânimo do sueco que olhava perdido para o outro lado da quadra, como se perguntasse "o que é possível ser feito contra Nadal?".

O jogo deste domingo marcou o fim da temporada de saibro mais brilhante da história do tênis. Rafa venceu os quatro torneios mais importantes disputados no saibro numa mesma temporada - Masters 1000 de Monte Carlo, Roma e Madri e agora Rolando Garros - completando o que estão chamando de Red Slam/Clay Slam ou Slam do Saibro. Nadal jogou um total de 22 partidas, venceu todas, perdendo apenas dois sets. Isso mesmo, dois sets de 53 disputados.

Nadal se tornou o segundo maior vencedor em Roland Garros com cinco triunfos, ficando atrás apenas do sueco Bjorn Borg que possui seis. Rafa tem agora em seu currículo 40 títulos, sendo 29 deles no saibro. Das nove vezes que esteve numa final de Grand Slam, ganhou sete delas. De quebra, Nadal assumirá novamente o posto de número 1 do ranking, postergando mais uma quebra de recorde por parte de Roger Federer, a de jogador com maior número de semanas na liderança do ranking, 286. Além disso, o espanhol é o primeiro classificado para o ATP Finals em Londres. Quer mais alguma coisa? Quem sabe vencer o US Open esse ano e se tornar o sétimo jogador a completar o Career Grand Slam?

Para Soderling sobrou o gosto amargo de pelo segundo ano consecutivo eliminar o número 1 do mundo em Roland Garros, e falhar em vencer o número 2 na final. Resto o consolo de assumir a 6a colocação no ranking, sua melhor da carreira até aqui. Vamos ver se o sueco apronta mais alguma grande surpresa ao longo da temporada. Ele sem dúvida está jogando um grande tênis.

sábado, 5 de junho de 2010

Festa Italiana em Paris!

Quem esperava ver uma final entre as irmãs Williams, Caroline Wozniacki, Jelena Jankovic ou Justine Henin, foi fortemente surpreendido esse ano em Roland Garros. Ao invés, vimos duas estreantes em finais de Grand Slam, a australiana Samantha Stosur e a italiana Francesca Schiavone.

Samantha Stosur, de 26 anos é ex-número 1 do mundo no ranking de duplas, com 22 títulos na modalidade, sendo dois de Grand Slam (Roland Garros e US Open). Após um ano afastada das quadras, entre 2007 e 2008 devido a grave doença de Lyme, Sam voltou com maior foco nos torneios de simples e vem em franca ascensão desde então. Em maio desse ano atingiu seu melhor ranking de simples, 7a posição. Sam foi campeã do tradicional torneio de Charleston, na Carolina do Sul, foi finalista em Stuttgart, chegou à semifinal em Indian Wells e as quartas em Miami e Madri. Com o melhor retrospecto em partidas no saibro esse ano, 20-2, não poderíamos considerar a australiana como uma zebra tão grande assim. Em duas semanas brilhantes em Paris, ela eliminou Justine Henin na 4a rodada, Serena Williams nas quartas de final com 8/6 no 3o set e Jelena Jankovic na semifinal com rápidos 6/1 6/2. Dona de um físico perfeito, de um forehand e um saque poderoso, Sam chegou como favorita à final, mas...

... Do outro lado havia a grande surpresa. Francesca Schiavone, 29 anos, estava pronta e motivada a entrar para a história do tênis e mais importante, para a história da Itália. O objetivo dela era se tornar a primeira italiana a conquistar um título de Grand Slam. Sem grandes conquistas na carreira, a atual número 17 do ranking, tem um desempenho regular no circuito, e vem se mantendo entre as top 30 do mundo desde 2003.

Para chegar à final, Schiavone teve de passar por Caroline Wozniacki nas quartas de final e Elena Dementieva na semi. Assim como nos dois jogos anteriores, a italiana não era a favorita, mas jogou como tal. Impondo seu jogo, sem medo, com atitude de campeã. Durante a final, esteve sempre ligada no jogo, atenta a cada ponto, subindo a rede nos momentos certos e com precisão. No tie-break do 2o set era claro a empolgação e confiança da italiana. Ela sentia que a vitória era dela e com uma vibração bem italiana, murchou Sam, que simplesmente cumpriu tabela no tie-break. Final da partida, 6/4 7/6 e festa italiana em Roland Garros.

Após 39 Grand Slams seguidos disputados, Francesca Schiavone que jamais havia passado das quartas de final, consegue o maior feito de sua carreira e se torna a 2a jogadora mais velha a conquistar um Grand Slam, atrás apenas de Ann Jones que aos 30 anos venceu Wimbledon em 1969. Com esse título, Francesca estará pela 1a vez entre as dez melhores colocadas do ranking, ocupando a 6a colocação na próxima semana. Com isso a Itália contará pela primeira vez na história com duas jogadoras entre as top 10, já que Flávia Pennetta também voltará a figurar entre as 10 melhores.

A festa essa noite em Paris será vermelha, verde e branca, com muita pizza, massa e vinho! Mas espero que a alegria italiana fique por Paris e não viaje até a África do Sul no início do mês que vem!

Parabéns a Francesca Schiavone pelo surpreendente, mas merecido título. Parabéns também para Samantha Stosur pela superação e brilhante campanha. Espero vê-la conquistar um título de Grand Slam também. Quem sabe em Wimbledon daqui a duas semanas?!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sempre Ele!

Gustavo Kuerten já se despediu das quadras há dois anos e ainda continua nos dando alegria e nos enchendo de orgulho.

Ontem em Paris, o manézinho da ilha recebeu a maior honraria do tênis. Ele foi homenageado pela ITF com o troféu Phillipe Chatrier por sua brilhante carreira e seus esforços fora da quadra para promover o esporte. O reconhecimento leva em conta não apenas o desempenho nas quadras, mas também fora delas. É por essa razão que jogadoras como Steff Graf, com mais de 100 títulos na carreira, ainda não recebeu tal homenagem.

Guga dedicou o prêmio a seu pai e ao irmão Guilherme, ambos já falecidos. Ele teve a companhia da mãe Alice, do irmão Rafael, do técnico Larri Passos e da namorada Mariana. Estiveram presentes na cerimônia, o número 1 do mundo Roger Federer, as irmãs Williams e os irmãos Bryan.

Foi justamente em Paris que Guga apareceu para o mundo em 1997 ao conquistar o título de Roland Garros. Ele se tornou o jogador de ranking mais baixo a vencer o Grand Slam francês. Guga repetiria o feito em 2000 e 2001. Kuerten conquistou um total de 20 títulos na carreira, incluindo também o Tennis Masters Cup (atual ATP Finals) de 2000 disputado em Lisboa, quando se tornou o único jogador a derrotar Sampras e Agassi no mesmo torneio e de quebra assumiu a liderança do ranking na última partida do ano. Posto esse que permaneceu um total de 43 semanas.

Agora Guga dedica-se a causas mais nobres como o Instituto Guga Kuerten e ajuda promover o esporte com ações como a Semana Guga Kuerten.

Parabéns Guga! Reconhecimento 100% merecido! Sobrou mais algum prêmio para ser ganho?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Exterminador Nórdico

Roland Garros deve ter contratado Robin Soderling para proporcionar surpresas chocantes a cada ano no Grand Slam francês. Ano passado, ele paralisou o mundo do tênis ao derrotar o quatro vezes campeão e até então invicto em RG, Rafael Nadal. Esse ano, na parte de cima da chave, ele resolveu eliminar outro defensor do título. Pois é, acabou com a alegria de ninguém menos que Roger Federer.

Reeditando a final do ano passado, poucos poderiam imaginar que depois de 12 derrotas para o suíço, Soderling poderia derrotá-lo justamente quando Federer lutava para defender seu posto de número 1 do mundo e quebrar o recorde de Pete Sampras como o jogador que mais tempo permaneceu na liderança do ranking, 286 semanas. Federer ainda pode conseguir tal feito na próxima semana, mas para isso, terá de torcer para Rafael Nadal não ser campeão, caso contrário, o espanhol reassume a posição de número 1 e o recorde de Federer terá de ser adiado.

Com essa vitória, Soderling também quebrou uma sequência impressionante de 23 semifinais seguidas alcançadas por Federer em torneios de Grand Slam. A última vez que ele havia ficado de fora de uma semifinal foi em 2004, lá mesmo em Rolando Garros, quando perdeu para Gustavo Kuerten na 3a rodada. Soderling também impediu a 200a vitória de Federer em torneios de Grand Slam. O suíço tem uma marca de 199 vitórias e 28 derrotas. Federer que nesse torneio ultrapassou a barreira das 700 vitórias na carreira. Federer encerra assim uma fraca temporada no saibro. Foram 14 jogos, 10 vitórias e como melhor resultado, a final do Masters 1000 de Madri.

Créditos sejam dados ao sueco. Soderling esteve brilhante na partida. Com uma agressividade impressionante, ele buscou o controle dos pontos acelerando sua pesadíssima bola e deixando Federer na defensiva. Foi curioso ver Federer perdendo a confiança à medida que o jogo avançava. Dava a impressão que Federer sabia que era necessário controlar o ponto, mas todas as vezes que a oportunidade aparecia, ele se afobava e errava, ou simplesmente não atacava o suficiente dando a chance de Soderling partir para o ataque mais uma vez. Sordeling estava extremamente confiante e soube usar muito bem dessa confiança. Federer estava sentindo tanto a pressão que em alguns momentos soltava gritos de "come on", lembrando o australiano Lleiton Hewitt.

Soderling chegou entre os 100 primeiros do mundo pela 1a vez em agosto de 2003 e desde que entrou pela 1a vez entre os 50 melhores do ranking em março de 2004, quase nunca mais saiu. No entanto, só quebrou a barreira dos top 20 em outubro de 2008. Mas foi em 2009 que sua grande fase começou. Seu grande momento talvez tenha sido no próprio saibro francês quando eliminou Nadal e chegou à final contra Federer. Ainda alcançou as quartas de final no US Open, chegou à quatro semifinais, além de vencer o torneio de Bástad.

Em 2010, Soderling segue em boa fase. Já conquistou um título, no torneio de Rotterdam, chegou à final em Barcelona e esteve nas semifinais dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami. Apesar dos bons resultados, sofreu algumas derrotas bizarras como na 1a rodada do Australian Open para Marcel Granollers.
Mas de fato o sueco está virando especialista em eliminar favoritos em Roland Garros. Qual será a próxima que ele irá aprontar?

Novo Comercial do Playzinho

O Playzinho, escolinha de tênis voltada para crianças de 4 a 9 anos está em atividade há quase um ano e meio no Play Tennis do Morumbi e devido seu sucesso, iniciamos as atividades também no Play Tennis do Moema em março desse ano.

Raquetes menores e mais leves, bolas mais macias e lentas, redes mais baixas, quadras menores e uma série de equipamentos ajudam no aprendizado das crianças. Com uma metodologia lúdica, as crianças desenvolvem a coordenação motora e aprendem a jogar tênis de uma maneira divertida.

Essa semana, durante as transmissões do torneio de Roland Garros nos canais ESPN, vamos lançar o primeiro comercial do Playzinho. Mas antes mesmo da estréia, você pode conferir o comercial aqui.

Na página do Play Tennis no Facebook, você pode conferir o também Making Of do comercial. Espero que gostem.

Aproveitando o post, gostaria de informar que o mês de Junho é Mês do Amigo no Playzinho, todo aluno do Playzinho tem direito a levar amiguinhos nas aulas. E no dia 19 de Junho, a partir das 14 horas, realizaremos o Play Kids na unidade de Moema. Clique aqui e saiba mais sobre o evento.

Os créditos do comercial vão para: Filmes da Lata (Produção); Andradina Azevedo e Dida Andrade (Direção e montagem); Pepe Mendes (Dir. de Fotografia e câmera); Macaco Vilela (Produção e câmera adicional); Rodrigo Reis (Ass. de câmera); Ricardo (Gaffer) e Ruizito Prado (Contra Regra).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Evolução

Por mais difícil que fosse a tarefa de Bellucci contra o ex-número 1 do mundo e provavelmente melhor jogador de saibro da história, não teve como não sofrer, torcer intensamente e até acreditar.

Bellucci está vivendo o melhor momento de sua carreira até aqui. Pela primeira vez passou da segunda rodada em um Grand Slam e foi além, chegou à quarta rodada e esteve presente na segunda semana do torneio. Com o resultado, alcançará sua melhor posição no ranking, deve ocupar a 24a posição. Seu jogo está cada vez mais sólido, suas bolas estão mais pesadas e ele está mais experiente.

Mas isso ainda não foi suficiente para surpreender Rafael Nadal. Jogar contra o espanhol, no saibro de Roland Garros é uma das tarefas mais difíceis do tênis. Jogar contra Nadal num jogo melhor de cinco sets, obriga qualquer adversário a jogar no limite durante no mínino três sets. No limite de concentração, no limite de agressividade, no limite físico, no limite da precisão, no limite de motivação, ou seja, tudo.

Todos sabem que ficar trocando bola com o espanhol é suicídio. É preciso atacar sempre que possível, mas para fazer isso é preciso ter bola, confiança, inteligência e não ter medo. Quem busca o ponto corre o risco de errar. O próprio Nadal é um jogador que ataca mais agora do que no começo da carreira. Quando ele percebeu que seu corpo necessitava de jogos mais rápidos, Nadal passou a atacar mais para encurtar os pontos e por consequência o tempo de suas partidas.

Bellucci até que atacou, mas ele próprio deve ter percebido que atacar o Nadal não é a mesma coisa que atacar o Ljubicic. É preciso um pouco mais, afinal Nadal está num outro plano.

Bellucci teve chances, mas pecou em detalhes e errou algumas bolas bobas que poderiam ter lhe dado oportunidades de colocar Nadal sob pressão. Não se pode perder essas chances contra o espanhol, até porque elas são raras, e Rafa parece amar pontos difíceis e decisivos.

Quando Nadal sacava para fechar o 2o set, Bellucci foi perfeito em sua agressividade e quebrou o saque do espanhol fazendo 5/5. No entanto, quando sacava no game seguinte, Bellucci deu a impressão de ter tirado um pouco o pé, abrindo assim a porta para Rafa ser agressivo e o quebrar de volta. O potente e eficiente saque do brasileiro não foi tão constante durante o torneio. Com apenas 55% de acerto do 1o saque contra Nadal, Bellucci perdeu a chance de incomodar mais com um de seus grandes golpes. Para se ter uma idéia, Nadal tem uma média de 74% de acerto do 1o saque no torneio.

Mas Bellucci conseguiu incomodar o espanhol. Em vários momentos da partida, vimos Nadal olhando para trás ao final de um ponto e encarando Bellucci com sua cara de enfezado. Vimos também Rafa comemorando intensamente alguns pontos como quem sentisse que a coisa não estava fácil. Ele mesmo admitiu que foi a partida mais difícil até então no torneio.

O brasileiro está de parabéns. Foi incrível vê-lo jogar e empolgar a torcida brasileira que há tempos não sentia esse gostinho de torcer por um jogador com chances de ir longe em torneios importantes. Parabéns também para João Zwetsch pelo trabalho que tem feito com o Bellucci. É visível a evolução nesse último ano. Confesso que não acreditava que veríamos o Thomaz entre os 20 do mundo, mas assumo que estou mudando minha opinião. Sorry Bellucci por não ter acreditado tanto em você antes, mas fico feliz de ver você me provar errado!

Não Esqueçam do Costão!

No dia 29 de Março, escrevi uma matéria sobre a 1a Clínica de Tênis Play Tennis - Costão do Santinho, em Florianópolis. Uma equipe de seis professores do Play Tennis irá até o melhor Resort de Praia do Brasil para ministrar uma semana de muito tênis.

Gostaria apenas de lembrar e reforçar o evento. Hoje tivemos mais uma reunião com o Addo, responsável pelo evento, falamos também com o Meligeni para fechar a data, e está tudo confirmado!

Será uma semana fenomenal. De 04 a 11 de Julho teremos treinamento de quadra, preparação física leve, palestras e ao final da semana um torneio para colocar em prática tudo que foi aprendido. Isso sem contar nas atividades extra tênis que o Costão do Santinho oferece.

Essa é uma grande oportunidade de exercitar, relaxar, confraternizar, conhecer pessoas novas e passar um tempo com a família num lugar paradisíaco. E se tudo der certo, torceremos juntos para o Brasil na semifinal da Copa!

Não deixe para fazer sua inscrição na última hora, pois o número de vagas é limitado. Quem perder vai se arrepender. Saiba mais sobre o evento na matéria anterior. Clique aqui para ler.

domingo, 30 de maio de 2010

1a Semana em Paris

A primeira semana de Roland Garros chegou ao fim. Tivemos algumas surpresas até agora, mas nenhuma delas muito chocante.

Como era de se esperar, Rafael Nadal segue tranquilamente sua jornada. Em três jogos, não perdeu nenhum set. Seu jogo mais equilibrado foi na terceira rodada contra o ex-número 1 do mundo, Lleyton Hewitt. O australiano fez grande partida, mas não resistiu à regularidade, velocidade, mobilidade, potência e força mental de Nadal.
O próximo jogador que terá a oportunidade de desafiar a hegemonia de Rafa no saibro é o brasileiro Thomaz Bellucci. O brasileiro quase disse adeus na 2a rodada contra Pablo Andujar quando o jogo foi para o 5o set. Passado o susto e o risco de não conseguir quebrar o tabu de nunca ter avançado além da 2a rodada em Grand Slams, Bellucci conseguiu um desempenho muito mais convincente contra o experiente Ivan Ljubicic. Jogando com agressividade e sem medo, Bellucci soube aproveitar os problemas físicos do croata, e levou a vitória em três sets.
A grande pergunta é se Bellucci tem condições de enfrentar Nadal de igual para igual. Ele sem dúvida está muito mais preparado do que dois anos atrás quando se enfrentaram na 1a rodada do Grand Slam francês, mas não creio que é o suficiente para vencer. Acho que Nadal precisa estar num dia ruim e o brasileiro num dia excepcional e com a cabeça em ordem. Mas apesar de pequena as chances existem, vamos torcer. Eles jogam nessa segunda, no terceiro jogo da quadra central.

Roger Federer também segue sem problemas em busca do título e da manutenção da liderança do ranking que lhe dará mais um recorde caso chegue às semifinais. Em quatro jogos, também não perdeu nenhum set. Agora ele enfrenta o sueco Robin Soderling, que se tornou o grande nome de Roland Garros ano passado quando eliminou Rafael Nadal. Soderling segue em boa fase e pode complicar a vida do suíço.

Na parte de baixo da chave, temos duas grandes surpresas. O russo Teimuraz Gabashvili, apenas 114o do ranking que está na 4a rodada. Ele chegou até ai após eliminar Andy Roddick. Roddick teve um começo de ano brilhante com dois títulos e duas finais, mas não jogou nenhum torneio da temporada de saibro. Seu último torneio havia sido no Masters 1000 de Miami em Março. Outro nome surpreendente é Robby Ginepri. Ele já chegou a ser 15o do ranking, mas atualmente é apenas o 98o. O americano eliminou Sam Querrey na 1a rodada e Juan Carlos Ferrero na 3a. Na próxima partida desafiará Novak Djokovic que não vem fazendo um torneio convincente. Se o sérvio não jogar bem, é capaz de ter uma surpresa desagradável.
Alguns jogadores cotados a ir longe no torneio foram ficando pelo caminho. Além dos já mencionados, David Ferrer perdeu para Jurgen Melzer, Tsonga abandonou a partida hoje contra Mikhail Youzhny para tristeza da torcida francesa. Fernando Gonzalez que eliminou o brasileiro Thiago Alves na 1a rodada, foi eliminado logo em seguida por Alexandr Dolgopolov Jr. Gael Monfils também perdeu na 2a rodada para Fabio Fognini em uma partida que foi interrompida por falta de luz natural quando estavam em 5/5 no 5o set. Monfils que mal andava em quadra, ganhou uma noite de descanso, mas que não foi o suficiente. Acabou perdendo 9/7. O britânico Andy Murray acabou de ser eliminado por Tomas Berdych em três sets. Não chega a ser espantoso, afinal o saibro não é a surperfície predileta de Murray e ele também não vem em grande fase. A última derrota que considero inesperada foi a de Ernest Gulbis para o veterano francês Julien Benneteau logo na 1a rodada.

Na chave feminina, o grande vexame ficou por conta de Dinara Safina que perdeu logo na 1a rodada para Kimiko Date Krumm, japonesa de quase 40 anos. Venus Williams que chamou mais atenção pelo seu vestido, do que pelo seu jogo, perdeu hoje para Nadia Petrova. Radwanska, Azarenka e Zvonareva foram outras jogadoras que perderam para jogadoras que não eram cabeças de chave. De resto, a chave feminina vem transcorrendo sem grandes surpresas.

Falando mais um pouco de Brasil, a dupla mineira Marcelo Melo e Bruno Soares proporcionou um grande momento na chave de duplas. Eles eliminaram na 2a rodada os líderes do ranking, Bob e Mike Bryan e com isso adiaram o 62o título da dupla e recorde absoluto de títulos. Na rodada seguinte eles eliminaram os italianos Bracialli e Starace e agora pegam nas quartas de final Julian Knowle e Andy Ram, cabeças de chave #10. André Sá também está indo bem com seu novo parceiro, o australiano Stephen Huss. Eles estão na 3a rodada e enfrentam a dupla cabeça de chave #6 do torneio.

A primeira semana não foi tão empolgante. Eu particularmente não tive o privilégio de assistir nenhuma partida de tirar a chapéu. Talvez a melhor tenha sido entre Nadal e Hewitt. Mas quem sabe nessa 2a semana, com os cabeças de chave se enfrentando, teremos partidas mais equilibradas e de melhor qualidade técnica!

sábado, 29 de maio de 2010

Soltando a Voz!

Raramente o público tem acesso a momentos de descontração dos jogadores. Mas o famoso Jukebox de Roland Garros propicia essa oportunidade. Abaixo temos alguns vídeos de jogadores cantando karaokê no Grand Slam francês.

Não poderia deixar de começar com Novak Djokovic, famoso por suas imitações em quadra, o sérvio resolveu se transformar na cantora Shakira, em Gypsy, no qual tem como par romântico no videoclipe o tenista Rafael Nadal. Para o papel de Nadal, tivemos o também sérvio Victor Troick. Hilariante.

O segundo vídeo é na verdade uma surpresa. Não pela qualidade da performance, mas sim por ser Robin Soderling. Jamais imaginaria que o sueco faria algo desse tipo. Ele cantou Gimme Gimme Gimme do ABBA, mas como podemos ver, gingado não é o seu forte!

Se bem que maior surpresa ainda foi ver o jogador mais sem graça, mais sonso do circuito contando num karaokê. Você já deve saber de quem estou falando. O britânico Andy Murray. Pois é, Murray se transformou em Michael Jackson para cantar I Want You Back. Pelo menos a música foi a melhor.

E que tal uma música em japonês? Diretamente da terra do karaokê, o japonês Kei Nishikori também entrou na brincadeira para cantar um top hit da terra do sol nascente.

Para finalizar, o francês Jo-Wilfried Tsonga cantou I Gotta a Feeling do Black Eyed Peas.

Definitivamente esse não é o forte de ninguém. Todos fazem um trabalho muito melhor nas quadras do que nos palcos, com exceção um pouco de Djokovic que tem também uma veia artística. Mas valeu a diversão!